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³ A Saúde dos Olhos |
Retinopatia da Prematuridade - Entendendo a Doença Hospital
de Olhos Sadalla Amin Ghanem A retinopatia da prematuridade é uma alteração no crescimento da retina, que
está indirectamente ligada à idade gestacional e peso ao nascimento do prematuro. Isto
é, quanto mais prematuro e menor o peso do bebé, maior a probabilidade de aparecerem as
alterações da prematuridade na retina. A HIPÓXIA ou a HIPERÓXIA, TRANSFUSÃO DE SANGUE
e as INFECÇÕES podem aumentar a possibilidade do desenvolvimento da doença.
Foto do fundo de olho normal adulto. A retina está toda desenvolvida.
Esta figura é um esquema reconhecido internacionalmente, que ilustra a divisão da
retina em: LOCALIZAÇÃO:
ZONA 1 - corresponde a um círculo, tendo como raio 2 vezes a distância do nervo óptico à mácula, tendo o nervo óptico como o centro. ZONA 2 - estende-se das bordas da Zona 1 e seu raio corresponde à distância do nervo ótico até à "ORA SERRATA" nasal. ZONA 3 - corresponde à retina temporal restante. A retina cresce durante o desenvolvimento do bebé, do centro para a periferia. A última zona a ser atingida é a 3. Por isso, muitos prematuros examinados encontram-se na zona 2 ou 3 quando o médico oftalmologista os examina pela primeira vez. Quando o bebé é muito prematuro pode estar com a retina ainda na zona 1. A retina atinge a "ORA SERRATA" temporal em torno da 42ª semana de gestação.
EXTENSÃO: este crescimento natural pode ser interrompido e a quantidade de retina envolvida em extensão é descrita em horas (Ex.: 1 às 3h são duas horas contínuas da doença). ESTAGIAMENTO
Estágio 1- É uma linha demarcatória entre a retina vascular e a avascular [área que está se desenvolvendo, onde os vasos retinianos ainda não atingiram].
Estágio 2- A linha demarcatória vai aumentando e tornando-se uma prega.
Estágio 3 - inclui a neovascularização e/ou a formação de vasos extra-retinianos.
Estágio 3 - Esta figura do estágio 3, mostra detalhe da tortuosidade vascular. A tortuosidade e/ou hemorragias na retina são classificadas como PLUS DISEASE, e significa que a doença está ativa, em progressão.
Estágio 4 - Descolamento subtotal da retina mais as características do estágio 3. Este
estágio ainda divide-se em:
Na maioria dos casos as alterações regridem espontaneamente. Nesta figura mostramos uma regressão com importante tração dos vasos retinianos. Isto pode deslocar a mácula de sua posição, tendo conseqüências para a visão do bebé. Por isso é sempre importante medir a acuidade visual nos prematuros. Pode ser necessário o acompanhamento no setor de baixa visão.
Quem deve se preocupar com o problema?
Qual é a melhor época para o exame?
Quem vai precisar se submeter ao tratamento? Nossa conduta é observar a criança até o 6º mês (acompanhamento do crescimento da Retina até a "Ora Serrata").
Como é feito o tratamento? Nos ESTÁGIOS 4 e 5 é indicada a RETINOPEXIA; uma cirurgia delicada de recolocação da retina descolada, no leito original novamente. Mesmo com a melhor técnica, com todo esmero do oftalmologista especialista em cirurgias de retina, o prognóstico visual da criança fica gravemente comprometido. Estas crianças devem ser logo encaminhadas para o setor de BAIXA VISÃO, para iniciarem a estimulação visual precoce. Os familiares devem estar atentos a todos os retornos solicitados, para mapeamentos e observação do grau, pois a miopia normalmente é alta. Existe também a necessidade de retirar a faixa que o retinólogo utilizou para aproximar a retina do seu leito original. A Retinopexia não garante a possibilidade de ocorrer um novo descolamento... PREMATUROS DE ESTÁGIOS 1, 2, 3 ou SEM ESTAGIAMENTO: Os
familiares devem estar atentos aos retornos que o oftalmologista solicita, porque eles
podem desenvolver graus às vezes altos, necessitando de óculos. Também podem
desenvolver estrabismo, e o tratamento iniciado em tempo evita problemas como a
Ambliopia. http://www.oftalmopediatria.com.br/prematu.htm#tratar
Retinopatia da Prematuridade:
Introdução Retinopatia da Prematuridade: etiologia e incidência Retinopatia da Prematuridade: diagnóstico Como examinar
A segunda dificuldade é saber COMO DILATAR as pupilas do prematuro. Nos Estados
Unidos, existe o colírio pronto: Cyclomydril® da Alcon, cuja composição é
ciclopentolato a 0,2% + fenilefrina a ½%. Para iris mais escuras, é sugerido o uso de
ciclopentolato a ½% + fenilefrina a 2.5%. No Brasil, podemos desprezar metade do colírio
Lacrima® e completar aquela metade com colírio cicloplégico e adicionar um volume igual
a 25% do que ficou no frasquinho com fenilefrina. Assim, teremos o cicloplégico diluído
ao meio e a fenilefrina diluída a 1/5. O uso de colírio de tropicamida deve ser evitado
no prematuro, devido ao raro mas severo efeito adverso de enterocolite necrotizante.10
Pingamos uma gota em cada olho, repetidas 5 minutos após. Ao pingar o colírio, podemos
ocluir os canais lacrimais por 30 segundos para tentarmos diminuir a absorção
sistêmica. Normalmente conseguimos uma boa midríase após 30-40 minutos. Raramente é
necessário pingar colírio pela terceira vez, pois íris de prematuros tem muito pouco
pigmento e dilatam facilmente. Caso com 3 gotas em cada olho a pupila ainda esteja
miótica, ao invés de continuarmos pingando colírios em concentrações maiores e
aumentando o risco de efeitos sistêmicos, devemos tentar examinar a câmara anterior,
pois a doeça já pode estar avançada com descolamento de retina e sinéquias
porteriores.
Dr.ª Rosane C. Ferreira Formada pela Faculdade de Medicina da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul (1988); Residência
Médica em Oftalmologia R1-R2 no Hospital de Clínicas de Porto Alegre; R3 na Escola
Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, UNIFESP(1989-91) Associação Catarinense de Medicina http://www.acm.org.br/sco/educacao/retinopatia_
Fique de olho nos olhos dos prematuros Agência Brasil
Brasília, 24 (Agência Brasil - ABr) - A evolução da medicina nas últimas décadas desencadeou o crescimento de doenças que anteriormente passavam desapercebidas porque o indivíduo morria antes de sua progressão. Um exemplo disso é a retinopatia de prematuridade que ocorre em crianças prematuras com peso inferior a 1,5 quilo. Antigamente, a probabilidade de que recém-nascidos com sete ou oito meses de gestação e com peso inferior a 1,5 quilo sobrevivessem era mínima. Por isso, esse tipo de retinopatia era raro. Hoje, já é um procedimento rotineiro fazer exames para detectar a doença em prematuros com essas características. "Pelo menos deveria ser rotineiro", afirma Sérgio Kniggendorf, oftalmologista do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB). Segundo ele, todos os grandes hospitais da capital federal, públicos ou privados, adotam esse procedimento. Entretanto, clínicas menores em centros menos especializados nem sempre têm oftalmologistas em seus quadros. A retinopatia da prematuridade é uma doença vascular relacionada com a formação da retina. Até mesmo recém-nascidos com 40 semanas de gestação podem não estar com a retina totalmente formada, contudo, nesse caso, como não há necessidade de receberem oxigênio, a retina se formará normalmente mesmo após o nascimento. Os prematuros, como permanecem por alguns dias recebendo oxigênio, necessitam ser acompanhados para verificar se os vasos sangüíneos que irrigam os olhos se desenvolvem corretamente. Segundo Kniggendorf, o ideal é que os pais de prematuros sejam aconselhados a levarem seus filhos ao oftalmologista tão logo tenham alta do berçário. Só um especialista pode garantir se a há necessidade de tratamento mais intenso. Cerca de 90% dos casos de retinopatia em fase aguda regridem espontaneamente, podendo resultar em visão normal ou danos visuais menores. Os casos um pouco mais complicados podem ser tratados com laser, que elimina o crescimento anormal e acaba com a formação das cicatrizes que causam os prejuízos visuais. Casos mais graves requerem cirurgia. No Hospital Universitário de Brasília, onde trabalha voluntariamente examinando recém-nascidos prematuros, Kniggendorf identificou oito casos de retinopatia de prematuridade num universo de 50 bebés. Desses, dois precisaram de intervenções cirúrgicas. "São dois possíveis casos de cegueira irreversível que pudemos evitar", comemora o médico. Quanto menos peso tiver o prematuro, maior a probabilidade dele vir a desenvolver a retinopatia, pois mais tempo ficará exposto ao oxigênio. "Nos recém-nascidos com peso inferior a um quilo, as chances de que ele venha a desenvolver a doença são de 80%", informa Kniggendorf. Nos casos mais graves, se não tratada, a retinopatia pode prejudicar definitivamente a visão do indivíduo e em alguns casos pode evoluir para um descolamento de retina, levando-o à cegueira. As chances de um portador da doença desenvolver no futuro uma miopia de alto grau são bem maiores. (Hebert França)
http://www.radiobras.gov.br/ct/2001/materia_240801_5.htm
Novas formas de evitar a cegueira em prematuros Associação de Deficientes Visuais e Amigos Prevenir a retinopatia da prematuridade é fundamental, pois depois de instalada, não
há certeza da recuperação da visão Além de lutarem pela vida, os bebés prematuros -
sem o saber - lutam contra uma doença ocular que acaba por cegar cerca de duas mil
crianças por ano.
Casos tendem a aumentar Quanto menor o prematuro, maior o risco de contrair a retinopatia da prematuridade.
Assim, com os médicos salvando mais e mais dos 40 mil bebés que nascem a cada ano com
menos de 1,3 quilo, as novas formas de ombater a doença são cruciais. Vasos não desenvolvidos bebés muito prematuros não possuem vasos sangüíneos adequadamente formados na retina - a camada mais interna do globo ocular. A súbita exposição ao oxigênio, quando os médicos tentam salvá-los, é considerada uma possível causa da interrupção da formação dos futuros vasos. Esses, então, enviam um "pedido de socorro", que resulta no súbito e anormal crescimento dos vasos sangüíneos, que causam cicatrizes na retina, bloqueando a visão. Para interromper esse crescimento anormal, os médicos usam um laser que destrói a parte da retina que envia o "pedido de socorro". Isso destrói também parte do tecido ocular, na tentativa de salvar o restante, mas não pode restaurar a visão perdida. Prevenir a retinopatia da prematuridade seria muito melhor. Nos anos 1950, os médicos tentaram drasticamente reduzir os níveis de oxigênio dos prematuros. Mas os índices de morte e de danos cerebrais aumentaram, e os hospitais, hoje em dia, adotam níveis moderados de oxigênio, na esperança de obter os melhores resultados.
O Centro Médico Cedars-Sinai, em Los Angeles, estabeleceu para os prematuros níveis de oxigênio cerca de 10 por cento mais baixos do que o normal para uma pessoa saudável, com base em pesquisas que mostraram que a pressão do oxigênio no útero materno é baixa, segundo o Dr. Kenneth Wright, que desenvolveu a política. A incidência de retinopatia severa da prematuridade no hospital caiu de 12,5 por cento em 1997 - maior do que a média nacional, de 9,8 por cento - para apenas 3,7 por cento no ano passado, sem prejudicar a sobrevivência ou aumentar os índices de danos cerebrais. O Dr. Wright ainda não pôde recomendar a prática para todos os hospitais, por uma razão: ele não deu nenhum padrão de cuidado com prematuros como comparação para provar que a mudança dos níveis de oxigênio realmente mudou o quadro da doença.
O Dr. Wright está agora discutindo com o Instituto Nacional de Saúde um estudo em vários hospitais para provar suas descobertas. Mas, se os níveis de oxigênio ajudam a regular uma proteína chamada VEGF, que é importante no crescimento dos vasos sangüíneos, a Dra. Lois Smith, de Harvard, descobriu que um outro hormônio do crescimento chamado IGF-1 também é crucial. Os fetos normalmente absorvem o IGF-1 da placenta e do líquido amniótico. Ao limitar os níveis de IGF-1 em bebés ratos, eles desenvolveram a retinopatia da prematuridade. A Dra. Smith então examinou 80 prematuros humanos e descobriu que aqueles com a doença tinham os níveis mais baixos de IGF-1. No ano que vem, ela espera começar os testes para determinar se doses de IGF-1 logo após o nascimento podem proteger os prematuros.
As duas experiências estão provocando uma cautelosa excitação. O Dr. John Penn, da Universidade de Vanderbilt, diz que o trabalho do Dr. Wright apóia sua própria pesquisa que mostra que é vital manter estáveis os níveis de oxigênio. Ele considera intrigante o trabalho da Dra. Smith, destacando que, como o IGF-1 é uma proteína produzida pelo organismo, e não uma substância sintética, seria suficientemente seguro testá-la em prematuros. Por enquanto, há poucos conselhos a oferecer aos ansiosos pais, exceto que eles devem se assegurar de que seus bebés sejam tratados em unidades neonatais de terapia intensiva e de que façam os exames para detectar a doença ocular de quatro a seis semanas após o nascimento, segundo o Dr. Wright. Mas ele diz que não custa nada perguntar sobre a doença e sobre a monitoração dos níveis de oxigênio dos bebés. No mínimo, segundo ele, fará os profissionais de saúde perceberem que estão lidando com "pais sofisticados". (Com informações da Associated Press) Associação de Deficientes Visuais e Amigos http://www.adeva.org.br/fique_por_dentro/descoberta.htm
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