Sobre a Deficiência Visual

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  ³  A Saúde dos Olhos
 

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Retinopatia diabética
Retina normal
 

  1. Diabetes e Retinopatia Diabética
    - Prof. Dr. J. Procópio do Valle

  2. O que é a Retinopatia Diabética
    - Dr. Santos Barbosa

  3. Retinopatia Diabética: diagnóstico e tratamento
    - Dr. Rufino Silva

  4. O que deve saber sobre a Retinopatia Diabética
    - Dr. Queiroz Neto


 

Diabetes e Retinopatia Diabética

Prof. Dr. J. PROCOPIO DO VALLE

O DIABETES MELLITUS (diabetes açucarado) é uma doença conhecida desde o início da humanidade. Nas formas mais graves o paciente caminhava rapidamente para a morte, até 1922, quando os canadenses Banting e Best descobriram a INSULINA. Seu emprego nos pacientes começou no ano de 1923, comemorando-se em 1997, 75 anos da descoberta da insulina. Graças a este hormônio, milhões de vidas foram salvas e, mais do que isto, com os progressos nos conhecimentos da doença, novas orientações para a dieta, os antibióticos e a educação dos diabéticos. Os diabéticos não só estão vivendo mais, mas estão tendo vida normal e feliz.

O diabetes incide desde o nascimento até a velhice. Como a humanidade está vivendo muito mais, surgiu um fato paradoxal:

a) o aumento do número da diabéticos;
b) o aparecimento de complicações devidas aos diabetes.

Acredita-se que no ano 2.050 haverá no mundo mais de 50 milhões de pessoas com a idade de 100 anos. E, ao mesmo tempo, um grande aumento de patologias , como seja: a hipertensão, a arterioesclerose, o câncer , a obesidade e o diabetes.

Há 2 tipos de diabetes: o tipo 1, que, necessariamente, usa diariamente insulina, que predomina nas crianças, jovens e pessoas maduras e o tipo 2, em que os diabéticos, quase sempre, não necessitam de insulina. O tipo 2 é constituído por indivíduos com mais de 40 anos, em regra obesos.

O diabético pode, se for bem cuidado, é claro, levar uma vida normal. Mesmo assim, de acordo com seu potencial genético, muitos diabéticos apresentam complicações , a saber: neuropatias, retinopatia, nefropatias, atero e arterioesclerose, com incidência maior de enfarte do miocárdio e de AVC ou acidentes vasculares cerebrais. O que devem fazer os diabéticos susceptíveis a estas complicações: cuidar do seu diabetes, fazendo dieta, tomando insulina de 2 a 4 injeções ao dia ( se indicado ) ou dieta mais comprimidos hipoglicemiantes ( antidiabéticos ). Parece que se deve à permanência do açúcar alto no sangue ( hiperglicemia ) o agravamento das complicações do diabetes. O açúcar alto permanente agiria como um factor tóxico. O diabético que se educa, tem força de vontade e aprende um conselho já centenário: "abrir os olhos e fechar a boca", está no bom caminho.

A RETINOPATIA DIABÉTICA é o nosso tema principal. É uma complicação grave  e evolui lentamente. Já é diagnosticada antes do aparecimento clínico da doença ( pelo exame feito por um oftalmologista ) ou pelos clínicos que sabem fazer exame de fundo de olho. Caminha, lenta e inexoravelmente, podendo levar à cegueira. Os diabéticos têm 25 vezes mais chances de se tornarem cegos do que os não diabéticos. Há pessoas mais sensíveis e, de qualquer forma, a retinopatia diabética surge e evolui após 5 anos de doença.

O que fazer:

  1. Diagnosticar, precocemente, o diabetes. Estão nesta classe as pessoas com familiares diabéticos e os obesos;

  2. Feito o diagnóstico, cuidar da doença. Procurar o médico. Ler sobre a doença. Entrar para uma Associação de Diabéticos.

  3. Diagnosticada a retinopatia, o oculista será o seu grande amigo. Ele vai acompanhar a evolução da doença, fazer tratamentos diversos e aplicar, quando necessário, raios-Laser.

  4. Os oftalmologistas e os diabéticos devem dar as mãos aos clínicos diabetólogos. O especialista em diabetes é a pessoa mais importante no tratamento da retinopatia diabética, pois o oculista tenta reduzir os malefícios das hemorragias da retina e outras lesões, mas o diabetólogo procurará controlar a doença e com isto reduzir a incidência e a evolução das complicações, entre as quais a retinopatia.

A retinopatia diabética evolui do aparecimento inicial de micro-aneurismas, seguidos de pequenas hemorragias. Sucessivamente surgirão hemorragias maiores, cicatrizações ( manchas em flocos de algodão ) ou manchas duras. Tanto mais graves quando se fazem na região da mácula ( ponto de maior acuidade visual ) . Ocorrem, em ambos os olhos e se chamam retinopatias não proliferativas.

Com o crescimento de vasos anormais na superfície da retina ( que é uma fina membrana que está no fundo do olho e é responsável pela formação da imagem ) estes vasos podem sangrar de maneira intensa ou podem causar descolamento da retina. Ambos provocam a grave redução da visão e, até mesmo, a cegueira total. É a retinopatia proliferativa.

O sucesso para o tratamento da retinopatia diabética fundamenta-se na perfeita integração entre O PACIENTE, O DIABETÓLOGO  E O OFTALMOLOGISTA.

Os Oftalmologistas, com o uso dos Raios Laser, trouxeram benefícios preciosos, mas, tratam os efeitos e não as causas dos malefícios representadas pelo diabético mal cuidado, permanentemente descompensado. O Diabetólogo motiva o paciente, ampara-o emocionalmente, orienta quanto à dieta e a insulinoterapia intensiva. Os resultados, quando se obtém uma acção integrada são positivos.  Mesmo os pacientes com lesões graves da retina não devem desesperar, pois  mantêm íntegras as vias ópticas e virão, num futuro próximo, a beneficiar das novas descobertas.

 

Professor J. Procópio do Valle

jprvlota@uol.com.br

in http://jprvlota.sites.uol.com.br/

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O que é a Retinopatia Diabética

DR. SANTOS BARBOSA

A diabetes é uma causa muito frequente de cegueira. A retinopatia diabética associa-se à diabetes de longa duração e é consequência de alterações vasculares no fundo do olho. Todo o diabético com 5 ou mais anos de duração da sua doença deve fazer um controlo oftalmoscópico regular para prevenir a cegueira.


O que é

A retinopatia diabética é uma doença oftalmológica associada à diabetes de longa duração. Trata-se de uma alteração vascular progressiva que evolui frequentemente para a cegueira. É manifestação de uma doença vascular generalizada que, além da retinopatia, se traduz por nefropatia (doença renal), doença coronária (coração) e doença arterial oclusiva dos membros inferiores.


Quais as causas

Quanto maior o tempo de evolução da diabetes, maior o risco de se desenvolver retinopatia diabética. Cerca de 50% dos doentes diabéticos desenvolvem retinopatia ao fim de 20 anos. O tempo de aparecimento e agravamento da retinopatia diabética depende do controlo metabólico (nível da glicémia - açucar no sangue) e da existência de HTA, que agrava a retinopatia. Períodos prolongados com valores de glicémia elevados provocam lesões nos pequenos vasos sanguíneos da retina (a retina é a porção do olho sensível à luz). Estas alterações vasculares determinam um aporte insuficiente de oxigénio à retina, que entra em sofrimento. Estabelece-se assim a retinopatia.


Quais os sintomas

A retinopatia diabética é, geralmente, classificada em 3 tipos principais: retinopatia não proliferativa, retinopatia pré-proliferativa e retinopatia proliferativa. Tal não traduz doenças diferentes, mas sim fases de evolução da mesma doença.

  • Retinopatia diabética não proliferativa: nesta fase as lesões afectam os capilares da retina que sofrem alterações da sua forma e podem romper, dando origem a pequenas hemorragias. Cursa, geralmente, sem queixas.

  • Retinopatia diabética pré-proliferativa: esta fase caracteriza-se pela progressão das lesões da retinopatia não proliferativa. De acordo com a localização destas lesões pode ocorrer perda importante e irreparável da visão.

  • Retinopatia diabética proliferativa: é a etapa final da evolução da retinopatia e é irreversível. Nesta fase, que também se designa de maligna, ocorre formação de novos vasos (em zonas não irrigadas por sangue, por oclusão dos vasos), e cicatrização. As complicações mais sérias deste processo proliferativo são a hemorragia, o glaucoma e o descolamento de retina. Qualquer uma destas complicações pode levar à perda súbita de visão.

A retinopatia diabética pode não causar sintomas até estar muito avançada; contudo, a sua manifestação inaugural pode ser a perda súbita de visão. São sinais de alarme:
- visão turva/enevoada;
- visão dupla;
- manchas na visão;
- dor num ou em ambos os olhos;
- sensação de pressão num ou em ambos os olhos;
- incapacidade de ver para um dos lados;
- dificuldade em ler e distinguir pequenos detalhes.


Como se diagnostica

Para disgnosticar a retinopatia diabética pode recorrer-se à:

  • Oftalmoscopia/Fundoscopia: (consiste na exploração do olho mediante a utilização de um aparelho emissor de luz, que permite observar a retina/fundo do olho). Deve ser realizada anualmente;

  • Angiografia fluoresceínica: método em que se introduz um contraste - fluoresceína - que permite observar o trajecto das pequenas artérias e veias que se localizam no interior do olho. Esta técnica é mais sensível que a anterior, e permite também avaliar a eficácia da terapêutica instituída.



Como se desenvolve

Aproximadamente metade dos doentes sofre de perturbações oculares depois de ter diabetes durante mais de 10 anos. Estas perturbações são inevitáveis naqueles que sofrem de diabetes há 30 ou 40 anos. Como a retinopatia traduz o grau de evolução da diabetes, é importante examinar os olhos regularmente quando se é diabético.


Formas de tratamento

São vários os métodos terapêuticos actualmente disponíveis para o tratamento da retinopatia diabética:

  • controlo dos valores de açucar no sangue (normalização da glicémia);

  • evitar as causas precipitantes e as situações agravantes (HTA, hipercolesterolémia, obesidade, traumas);

  • redução das gorduras no sangue;

  • fotocoagulação/laser: está provado que a aplicação de laser pode evitar a progressão da retinopatia. Consiste na exposição do fundo do olho a um feixe de luz muito intenso, que promove a coagulação de pequenas áreas da retina.



Formas de prevenção

A melhor forma de tratar a retinopatia diabética é preveni-la. Não se trata propriamente de uma doença evitável, mas o controlo da diabetes a longo prazo ajuda a reduzir a sua evolução. É importante não fumar e vigiar regularmente os valores da tensão arterial e das gorduras no sangue. Dadas as variações no aparecimento e evolução da retinopatia diabética torna-se necessário que os diabéticos sejam observados anualmente por um oftalmologista. Uma vez detectada a retinopatia, esta deve ser seguida com maior frequência (de 6 em 6 meses, ou menos) a fim de ser feito um estudo minucioso e o tratamento adequado, assim que seja necessário.


Quando consultar o médico especialista

Todos os diabéticos devem consultar um oftalmologista anualmente para examinar os olhos. Se notar algum destes sintomas [já referidos acima], consulte imediatamente o seu médico:

- visão turva/enevoada;
- visão dupla;
- manchas na visão;
- dor num ou em ambos os olhos;
- sensação de pressão num ou em ambos os olhos;
- incapacidade de ver para um dos lados;
- dificuldade em ler e distinguir pequenos detalhes.


Pessoas mais predispostas

O factor de risco mais importante para a retinopatia diabética parece ser a duração da diabetes, sendo que, a frequência da sua incidência aumenta com o tempo de evolução da diabetes. O controlo metabólico ao longo dos anos também parece ser importante e, em geral, a prevalência de retinopatia na população diabética aumenta conforme vamos descendo nas categorias de bom, moderado e mau controlo da diabetes. Todavia, alguns casos de bom controlo desenvolvem retinopatia rapidamente enquanto outros com mau controlo da sua diabetes tardam em desenvolver a doença. Devem existir, portanto, outros factores determinantes, nomeadamente do foro genético.


Outros Aspectos

A diabetes é uma das principais causas de cegueira em pessoas entre os 25 e os 74 anos. Para além da retinopatia, a diabetes também aumenta o risco para outros distúrbios que comprometem a visão, como as cataratas (opacificação da lente do olho) e o glaucoma (aumento da pressão do fluido dentro do olho).

 

Autor: Dr. Santos Barbosa - revisto por Prof. Armando Pereirinha

in Oninet - Portal "Viva Saudável": http://www.vivasaudavel.pt/

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Retinopatia Diabética: diagnóstico e tratamento

DR. RUFINO SILVA

Se tem diabetes, é importante saber que hoje em dia, devido a melhores métodos de diagnóstico e tratamento, apenas uma pequena percentagem de pessoas que desenvolveram retinopatia têm problemas sérios de visão. A detecção precoce da retinopatia diabética constitui a melhor protecção contra a perda de visão. Pode reduzir de maneira significativa o risco de perda de visão mantendo um controle rigoroso do nível de açúcar no sangue e consultando regularmente um oftalmologista.

Fig. 1- Retinopatia diabética

 

Quando marcar um exame:

As pessoas portadoras de diabetes devem marcar exames aos olhos com dilatação da pupila pelo menos uma vez por ano. Exames mais frequentes feitos por um oftalmologista podem ser necessários depois de diagnosticada a retinopatia diabética. Recomenda-se que mulheres grávidas com diabetes marquem uma consulta no primeiro trimestre porque a retinopatia pode progredir rapidamente durante a gravidez.

Se precisa de um exame aos olhos deve lembrar-se que o seu nível de açúcar no sangue deve estar sob controle regular durante alguns dias antes de ir ao oftalmologista. Óculos que funcionam bem quando o açúcar no sangue está fora de controle, não funcionam bem quando o teor de açúcar é estável.

Logo após o primeiro diagnóstico de diabetes, deve fazer um exame aos olhos:

  • dentro de cinco anos após o diagnóstico se está com trinta anos ou menos;

  • dentro de alguns meses após o diagnóstico se está com mais de trinta anos.

A diabetes pode prejudicar a visão:

Se sofre de diabetes o seu corpo não utiliza nem armazena o açúcar de maneira adequada. Altos níveis de açúcar no sangue podem lesar os vasos sanguíneos na retina, a camada nervosa no fundo do olho que percebe a luz e ajuda a enviar imagens até ao cérebro.

Fig- 2: Retinopatia Diabética: Angiografia Fluoresceínica

 

As lesões dos vasos retinianos e da retina são designados como Retinopatia Diabética.

Tipos de Retinopatia Diabética:
Existem dois tipos de retinopatia diabética: a retinopatia diabética não-proliferativa (RDNP- figuras 1 e 2) e a retinopatia diabética proliferava (RDP- figura 3)

Retinopatia Diabética Não Proliferativa, é uma fase desta doença na qual os vasos da retina deixam sair sangue ou fluido (fig 1 e 2). Estes fazem inchar a retina (edema da retina) e levam à formação de depósitos (exsudatos duros). Ao mesmo tempo estes vasos sanguíneos podem ocluir progressivamente levando a que a retina fique com zonas que não recebem sangue (isquémia). Quando o edema ou a isquémia atingem a mácula (parte central da retina responsável pela visão de pormenor, como ler, costurar) a visão é afectada.


Fig. 3- Angiografia Fluoresceínica:
Retinopatia Diabética Proliferativa

Edema macular é um espessamento da mácula, uma pequena área no centro da retina que nos permite ver os detalhes com clareza. O espessamento é provocado pela passagem de fluído dos vasos sanguíneos da retina. Trata-se da causa mais comum de perda visual por diabetes. A perda de visão pode ser moderada ou grave porém até mesmo nos piores casos, a visão periférica continua a funcionar.

Isquémia macular ocorre quando os pequenos vasos sanguíneos (capilares) fecham. A visão fica turva porque a mácula não recebe sangue em quantidade suficiente para funcionar bem. (Fig 3)

A Retinopatia Diabética Proliferativa apresenta-se quando novos vasos anormais (neovascularização) começam a crescer na superfície da retina ou do nervo óptico. A causa principal de RDP é a oclusão extensa de vasos sanguíneos da retina, impedindo assim o fluxo sanguíneo adequado. A retina responde gerando novos vasos sanguíneos numa tentativa de fornecer sangue à área onde se fecharam os vasos originais.(Fig 4)
Infelizmente os nossos vasos sanguíneos anormais não reabastecem a retina com um fluxo normal de sangue. Muitas vezes, estes novos vasos são acompanhados de tecido cicatricial que pode provocar enrugamento ou descolamento da retina.

A Retinopatia Diabética Proliferativa pode levar a uma perda visual mais severa do que a Retinopatia Diabética Não Proliferativa por afectar tanto a visão central como a periférica. A Retinopatia Diabética Proliferativa provoca perda de visão de várias maneiras:

Hemorragia vítrea: Os vasos novos e frágeis podem sangrar para dentro do vítreo, uma substância transparente parecida com uma geleia que reveste o centro do olho. Se a hemorragia vítrea for pequena, talvez a pessoa veja apenas algumas moscas volantes novas e escuras.
Uma hemorragia muito grande poderia obstruir a visão por completo. Pode levar dias, meses ou até mesmo anos, para reabsorver o sangue, conforme a quantidade de sangue presente. Se o olho não elimina o sangue vítreo adequadamente dentro de um espaço de tempo razoável, uma vitrectomia pode ser a solução recomendada.

Fig- 4- Angiografia Fluoresceínica:
Retinopatia Diabética Proliferativa

Como é feito o diagnóstico da Retinopatia Diabética?

Um exame oftalmológico feito por um oftalmologista é a única maneira de descobrir as mudanças dentro dos seus olhos. Se o seu oftalmologista encontrar a retinopatia diabética, pode pedir fotografias coloridas da retina ou um teste chamado angiografia a fluoresceína para descobrir se está a precisar de tratamento. Neste teste, é injectado um corante e são tiradas fotos ao seu olho para detectar onde está a vazar o fluído.

Como é tratada a Retinopatia Diabética?

O melhor tratamento consiste em prevenir o desenvolvimento da retinopatia o máximo que puder. Controlar rigorosamente o nível de açúcar no sangue reduzirá significativamente o risco a longo prazo da perda de visão por retinopatia diabética. Se forem constatados problemas renais e de tensão arterial alta, estes precisam ser tratados.

Cirurgia a laser: A cirurgia a laser é frequentemente indicada para pessoas portadoras de edema macular, Retinopatia Diabética Proliferativa e glaucoma neovascular. Para o edema macular, o laser trata a retina lesada próximo da macula para diminuir a passagem de fluído. O objectivo principal do tratamento é o de prevenir maior perda de visão. As pessoas que sofrem de visão baça causada por edema macular não costumam recuperar a visão normal, embora alguns possam obter melhoria parcial. Em seguida ao tratamento, algumas pessoas conseguem ver o pontos de laser perto do centro da sua visão. Com o tempo os pontos costumam ficar ténues, porém podem não desaparecer.
Na Retinopatia Diabética Proliferativa, o laser trata todas as partes da retina excepto a mácula. Este tratamento com fotocoagulação retiniana, efectuado em várias sessões, faz os novos vasos anormais encolherem, e muitas vezes impede-os de crescer no futuro. Diminui ainda a possibilidade da hemorragia do vítreo ou a distorção da retina ocorrerem.

Vitrectomia: Em casos de RDP avançada, o oftalmologista pode indicar uma vitrectomia - um procedimento microcirúrgico efectuado na sala de operações.

 

Dr. Rufino Silva - Clínica Oftalmológica, Lda

http://www.oftalmologia.co.pt/retinopatia-diabetica.html

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O que deve saber sobre a Retinopatia Diabética

DR. QUEIROZ NETO

A prevalência de Retinopatia Diabética em diabéticos insulino-dependentes é de 40% enquanto em diabético não insulino dependentes é de 20%. A faixa etária mais acometida está entre 30-65 anos, sendo o sexo feminino afetado com maior freqüência.

  • Conceitos

O diabetes é uma doença que ocorre quando o pâncreas é incapaz de o processar corretamente. A insulina é o hormônio que regula o nível do açúcar (glicose) no sangue. O diabetes pode afetar crianças e adultos.

 

  • Como o Diabetes afeta a Retina?

Os pacientes com diabetes são mais propensos a desenvolver problemas oculares, tais como cataratas e glaucoma, mas as doenças que afetam a retina são a principal ameaça à visão. A maioria dos pacientes diabéticos desenvolve mudanças na retina após aproximadamente 20 anos. O efeito do diabetes na retina é chamado Retinopatia Diabética.

 

RetDiab1.jpg (4904 bytes)

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Visão Normal

Visão com Retinopatia Diabética

 

Com o tempo, o diabetes afeta o sistema circulatório da retina. A retina é uma camada de prolongamento dos nervos, onde estão as células receptoras responsáveis por perceber a luz e ajudar a enviar as imagens ao cérebro. O dano aos vasos sangüíneos da retina pode ter como resultado vazamento de fluído ou sangue e que poderão causar fibrose e desorganizar a retina. Isto pode distorcer as imagens ou tornar as imagens que a retina envia ao cérebro borradas.
O diabetes lesa os vasos sangüíneos da retina e pode ocasionar crescimento anômalo dos vasos numa fase mais avançada da doença. Os riscos de desenvolver retinopatia diabética aumentam quanto maior o tempo de doença dos pacientes. Provavelmente 80% das pessoas que tenham sofrido de diabetes por pelo menos 15 anos apresentam algum tipo de lesão nos vasos sangüíneos da retina.

  • Fatores de Risco:

Duração do diabetes: factor mais importante. Depois de 10 anos de doença, a incidência é de 50%, depois de 30 anos, é de 90%.
Controle metabólico: a manutenção de uma normoglicemia (açúcar controlado nos sangue) não vai prevenir o aparecimento da doença, mas pode retardá-la por alguns anos.
Fatores diversos podem alterar o prognóstico: gravidez, anemia, hipertensão arterial sistêmica, tabagismo, dislipidemia, doença renal.

  • Sinais e Sintomas

Os efeitos da retinopatia diabética na visão variam dependendo do estágio da doença. Alguns sintomas comuns de retinopatia diabética são listados abaixo, entretanto, o diabetes pode causar outros sintomas no olho:

- Visão borrada (ligado freqüentemente aos níveis de açúcar no sangue)
- Moscas volantes e flashes
- Perda repentina da visão

  • Como diagnosticar a Retinopatia Diabética?

A melhor proteção contra a retinopatia diabética é submeter-se a exames periódicos da visão efetuados por um oftalmologista (médico especialista em olhos). A retinopatia grave pode existir mesmo sem sinais perceptíveis. Para detectar a presença de retinopatia diabética, o oftalmologista examina o interior do olho usando um instrumento chamado oftalmoscópio. É preciso que as pupilas sejam dilatadas por algumas gotas de colírio.Se o seu oftalmologista comprovar a presença de retinopatia diabética, pode decidir tirar fotografias a cores da retina ou pode recorrer a um exame especial chamado angiografia com fluoresceína para determinar se requer algum outro tratamento. A angiografia com fluoresceína é um exame que consiste em injetar um corante fluorescente com uma seringa no braço do paciente e após, tirar uma série de fotografias dos olhos.

  • Tratamento

Em muitos casos o tratamento não é necessário mas, periodicamente, o paciente deverá se submeter a um exame oftalmológico. Em outros casos pode-se recomendar um tratamento para deter o avanço das lesões causas pela retinopatia diabética e, se possível, melhorar a qualidade da visão.
Na fotocoagulação, mira-se um raio laser na retina para selar os vasos sangüíneos, com pequenas aplicações, reduzindo aí o edema macular (mácula é a região da retina que possibilita ver detalhes minúsculos, como letras e números).
Para tratar a formação de vasos sangüíneos anormais (neovascularização) as aplicações são espaçadas ao longo das áreas laterais da retina. As pequenas cicatrizes resultantes da aplicação do laser reduzem a formação de vasos sangüíneos anormais e ajudam a manter a retina sobre o fundo do olho evitando o descolamento da retina.
Se a retinopatia diabética é descoberta em suas primeiras etapas, a cirurgia a laser pode desacelerar o ritmo de perda da visão. Em casos onde se encontra retinopatia diabética proliferativa avançada, o oftalmologista poderá recomenda "vitrectomia".

  • O que você deveria saber

. O que é retinopatia diabética?
. Quais são as fases da retinopatia diabética?
. Quem corre o risco de desenvolver uma retinopatia diabética?
. Como a retinopatia diabética causa perda de visão?
. Retinopatia diabética têm qualquer sintoma?
. Quais são os sintomas da retinopatia diabética proliferativa, quando há sangramento?
. Como são descobertos o edema macular e a retinopatia diabética?
. Como o edema de macular é tratado?
. Como é tratada a retinopatia diabética?
. O que acontece durante tratamento de laser?
. O que é uma vitrectomia?
. Qual a diferença entre tratamento a laser e vitrectomia na retinopatia diabética proliferativa?
. O que eu posso fazer se já perdi um pouco da visão por retinopatia diabética?
. Que pesquisa está sendo realizada?
. O que posso fazer para proteger minha visão?
. O que eu deveria perguntar para o meu oftalmologista?
. Onde eu posso adquirir mais informação?

Este informativo destina-se as pessoas portadoras de retinopatia diabética e a seus amigos e familiares. Contêm informações sobre retinopatia diabética, bem como perguntas e respostas sobre as causas e sintomas desta doença ocular progressiva. São descritos diagnose e tipos de tratamento.

  • O que é retinopatia diabética?

Retinopatia diabética é uma complicação do diabetes e é a causa principal de cegueira. Acontece quando o diabetes danifica os vasos sangüíneos minúsculos dentro da retina (tecido sensível à luz), situados na parte posterior do globo ocular. É necessária uma retina saudável para uma boa visão. Se você tem retinopatia diabética, no princípio você pode não notar nenhuma mudança em sua visão. Com o passar do tempo, a retinopatia diabética pode piorar a visão e até levar a perda total dela; a retinopatia diabética normalmente afeta ambos os olhos.

  • Quais são as fases de retinopatia diabética?

A retinopatia diabética tem quatro fases:

1. Não Proliferativa (inicial) - Nesta fase mais prematura, acontecem os microaneurismas (pequenas áreas de dilatação dos minúsculos vasos sangüíneos da retina).

2. Não Proliferativa (moderada) - Com o avançar da doença, alguns vasos sangüíneos que nutrem a retina são bloqueados.

3. Não Proliferativa (severa) - É quando muitos mais vasos sangüíneos são bloqueados e privam várias áreas da retina da chegada do sangue; com isto, estas áreas não são oxigenadas. Estas áreas da retina enviam sinais ao "corpo" para cultivar vasos sangüíneos novos para sua respectiva nutrição. Com isto, teremos os vasos neoformados (neovascularização).

4. Retinopatia Proliferativa - É a fase avançada da doença. Os sinais enviados pela retina solicitando melhor nutrição causam o crescimento de vasos sangüíneos anômalos (neovascularização). Esta condição é chamada de retinopatia diabética proliferativa. Estes vasos sangüíneos novos são anormais e frágeis. Eles crescem ao longo da retina e ao longo da superfície do humor vítreo (gel que preenche o globo ocular). A presença destes vasos sangüíneos não causa sintomas ou perda de visão. No entanto, eles têm paredes frágeis que podem romper-se espalhando sangue pela cavidade vítrea, que poderá resultar em perda de visão.

  • Quem corre o risco de desenvolver uma retinopatia diabética?

Todas as pessoas com diabetes tipo 1 e 2 correm este risco. Por isso, todo portador de diabetes deveria fazer o exame do fundo de olho ao menos uma vez por ano. Entre 40 a 45 por cento dos americanos diabéticos apresentam alguma fase da retinopatia diabética.
Na gravidez, a retinopatia diabética podem ser um problema para mulheres diabéticas. Para proteger a visão, toda mulher grávida com diabetes deveria ser submetida a um exame do fundo de olho o mais cedo possível.

  • Como a retinopatia diabética causa perda de visão?

Vasos sangüíneos danificados pela retinopatia diabética podem causar perda de visão de dois modos:

1. Vasos sangüíneos frágeis, anormais, podem crescer desordenadamente e se romper. Assim, espalham sangue para o centro do olho (cavidade vítrea), que poderá levar a perda de visão.

2. O fluído (líquido) pode vazar no centro da mácula, parte do olho responsável pela visão mais discriminativa. Este líquido faz a mácula inchar-se (edema) e altera a visão. Esta condição é chamada de edema macular. Pode acontecer em qualquer fase da retinopatia diabética, embora seja mais provável acontecer nas fases mais avançadas da doença. Aproximadamente 50% das pessoas com retinopatia diabética proliferativa têm edema macular.

  • Retinopatia diabética têm algum sintoma?

Retinopatia diabética freqüentemente não tem nenhum sinal de advertência precoce. Não espere por sinais e sintomas. Esteja seguro e faça pelo menos uma vez ao ano um exame de fundo do olho com o oftalmologista.

  • Quais são os sintomas de retinopatia proliferativa, quando há sangramento?

No princípio, você verá alguns pontos de sangue, ou manchas "flutuando" em sua visão. Se as manchas aparecerem, procure o oftalmologista o mais cedo possível. Você poderá precisar de um tratamento urgente, antes que aconteça uma hemorragia mais séria. Hemorragias tendem a acontecer mais de uma vez, freqüentemente durante sono. Às vezes, mesmo sem tratamento, as manchas diminuem, e você enxergará melhor. Porém, se a hemorragia persistir, irá causar uma visão severamente borrada. Você precisa ser examinado por seu oftalmologista ao primeiro sinal de visão borrada, antes de outras hemorragias acontecerem.
Se ficar sem tratamento, a retinopatia proliferativa pode causar perda severa de visão e cegueira. Quanto mais cedo você receber tratamento, mais provável a sua eficácia.

  • Como o edema macular e a retinopatia diabética são descobertos?

São descobertos durante o exame oftalmológico:

- Exame do fundo do olho: são pingados colírios em seus olhos para dilatar as pupilas. O oftalmologista, com auxilio de uma lente de aumento especial, própria para examinar a retina e nervo óptico, verificará se há sinais de alterações na retina. Depois do exame, sua visão para perto pode permanecer borrada durante algumas horas.
- Tonometria: é o uso de um instrumento para medir a pressão intra-ocular. Podem ser aplicados anestésicos no seu olho para este exame.
- Angiografia fluoresceínica: neste exame um corante especial é injetado em seu braço. São tiradas fotos da passagem do corante pelos vasos sangüíneos da sua retina. O exame permite que seu oftalmologista identifique qualquer vaso sangüíneo anômalo e recomende algum tratamento se necessário for.

  • Como o edema macular é tratado?

O Edema Macular pode ser tratado com aplicações de laser. Este procedimento é chamado tratamento de "laser focal". Seu oftalmologista faz pequenas aplicações de laser, que queimam as áreas de vazamento na retina, em toda a área que cerca a mácula. Estas queimaduras reduzem a velocidade do vazamento de líquido e reduzem a quantia de líquido na retina. A aplicação de laser normalmente é feita em uma sessão. Um novo tratamento mais adiante pode ser necessário. Um paciente pode precisar de aplicação de laser focal mais de uma vez para controlar o vazamento do "líquido". Se você tem edema macular e necessita de aplicações de laser em ambos os olhos; só um olho será tratado de cada vez, com intervalo de uma semana.Tratamento de laser focal estabiliza a visão e reduz o risco de perda de visão em 50 por cento. Em um pequeno número de casos, se a visão estiver perdida, esta poderá ser melhorada. Procure seu oftalmologista se você tem perda de visão.

  • Como a retinopatia diabética é tratada?

Durante as primeiras três fases da retinopatia diabética, não há necessidade de nenhum tratamento, a menos que você tenha edema macular. Para prevenir a progressão da retinopatia diabética, as pessoas com diabetes devem controlar os níveis do açúcar no sangue (glicemia), a pressão arterial e o colesterol.
A retinopatia proliferativa é tratada com aplicações de laser. Este procedimento é chamado pan-fotocoagulação a laser. Isto faz com que os vasos sangüíneos neoformados e as áreas de hipóxia retiniana sejam fotocoagulados. Por que um número alto de queimaduras de laser é necessário? Toda a retina periférica tem de ser tratada. Normalmente são exigidas duas ou mais sessões para completar o tratamento. Embora você possa notar alguma perda de sua visão lateral, o tratamento a laser pode preservar a sua visão restante. A pan-fotocoagulação pode reduzir sua visão de cores e visão noturna ligeiramente.
A pan-fotocoagulação a laser deve ser aplicada antes que os vasos sangüíneos frágeis neoformados comecem a sangrar. Por isso é importante fazer exame de fundo do olho regularmente. Até mesmo se o sangramento começou, o tratamento a laser ainda pode ser possível, dependendo da intensidade da hemorragia.
Se a hemorragia for severa, você pode precisar de um procedimento cirúrgico chamado vitrectomia. Durante uma vitrectomia, o sangue é removido de seu olho.

  • O que acontece durante tratamento de laser?

O tratamento a laser é executado no consultório ou em clínicas sempre em regime ambulatorial. Antes da aplicação, seu oftalmologista dilatará sua pupila aplicando colírios, também usará colírios para anestesiar o olho. A área atrás de seu olho também poderá ser anestesiada para prevenir desconforto.
Você sentará em frente da máquina de laser, em uma sala escura e seu oftalmologista segurará uma lente especial em frente ao seu olho. Durante o procedimento, você pode ver flashes de luz, os quais poderão gerar uma sensação de desconforto.
Você precisará de alguém para retornar a sua casa depois da aplicação porque sua pupila permanecerá dilatada durante algumas horas e deverá usar óculos de sol.
O resto do dia, sua visão ficará um pouco borrada. Se seu olho dói, seu oftalmologista poderá receitar algum medicamento analgésico.

  • O que é uma vitrectomia?

Se você tem muito sangue no centro do olho (gel da câmara vítrea), você pode precisar de um vitrectomia para restabelecer sua visão. Se você precisar de vitrectomia em ambos os olhos, eles são operados separadamente com algumas semanas de intervalo. Uma vitrectomia pode ser executada sob anestesia local ou geral. O oftalmologista faz uma pequena incisão em seu olho e com o uso de um pequeno instrumento removerá o "gel vítreo" que está misturado com sangue. O gel vítreo é substituído por uma solução salina. Como o gel vítreo é principalmente constituído por água, você não notará nenhuma mudança entre ele e a solução salina.
Você provavelmente poderá voltar para casa depois da vitrectomia. Algumas pessoas pernoitam no hospital. Seu olho ficará vermelho e sensível e você precisará usar um curativo no olho durante alguns dias e colírios para proteger-se contra infecções.

  • É através do tratamento a laser e da vitrectomia que é feito o tratamento da retinopatia diabética proliferativa?

Sim. Ambos os tratamentos são muito efetivos para reduzirem a perda visual. Pessoas com retinopatia proliferativa têm menos que cinco por cento de chance de perder a visão dentro de cinco anos quando se submetem a tratamento oportuno e apropriado. Embora ambos os tratamentos tenham alto índice de sucesso, eles não curam a retinopatia diabética.
Uma vez que você tenha retinopatia proliferativa, você sempre correrá o risco de uma nova hemorragia. Você pode precisar de mais de um tratamento para proteger sua visão.

  • O que eu posso fazer se já perdi um pouco da visão por retinopatia diabética?

Se você teve sua visão reduzida devido a retinopatia diabética, pergunte a seu oftalmologista quais os dispositivos que podem ajudá-lo a manter sua visão restante. Peça uma indicação de um especialista em visão sub-normal (baixa visão).

  • Quais pesquisas estão sendo feitas?

Nos EUA o National Eye Institute (NEI - www.nei.nih.gov) está administrando e apoiando pesquisas que busquem melhores métodos para descobrir, tratar e prevenir a perda de visão em diabéticos.
Os pesquisadores estão estudando drogas que podem impedir a retina de enviar sinais para o "corpo" criar a neovascularização retiniana. Algum dia estas drogas poderão ajudar as pessoas a controlar o retinopatia diabética e reduzir a necessidade do laser.

  • O que posso fazer para proteger minha visão?

O National Eye Institute sugere que todos os portadores de diabetes façam, pelo menos uma vez ao ano, um exame do fundo do olho (fundoscopia - alguns chamam de mapeamento retiniano). Se você tem retinopatia diabética, poderá precisar examinar seus olhos mais freqüentemente. Pessoas com retinopatia proliferativa podem reduzir o risco de cegueira em 95 por cento com tratamento oportuno e cuidados apropriados.
Estudos mostram que quando há controle dos níveis de açúcar no sangue (glicemia), há redução na velocidade de progressão da retinopatia. Diabéticos que mantém os níveis glicêmicos perto do normal tiveram muito menos problemas nos rins e doença nervosas. Este controle também reduz a necessidade de aplicações de laser para salvar a visão.
Este nível de controle de açúcar no sangue pode não ser o melhor tratamento para todos, principalmente para pacientes idosos, crianças abaixo de 13 anos ou pessoas com doenças cardíacas.
Outros estudos mostraram que o controle da pressão sangüínea e da taxa de colesterol também podem reduzir o risco da perda de visão. O controle destes não só ajudará sua saúde global como também ajuda a proteger sua visão.

  • O que eu deveria perguntar para o meu oftalmologista?

Você pode prevenir a perda de visão trabalhando em conjunto com seu oftalmologista: faça perguntas e procure informações sobre o que você e sua família devem saber e podem fazer.

  • Quais perguntas devo fazer?

Sobre minha doença do olho...
- Qual o meu diagnóstico?
- O que causou esta minha condição?
- Como minha condição é tratada?
- Como esta condição afetará minha visão agora e no futuro?
- Para qualquer sintoma particular devo comunicá-lo?
- Como que eu faço mudanças de meu estilo de vida?

Sobre meu tratamento...
- Qual é o tratamento para minha condição?
- Quando o tratamento começará e quanto tempo durará?
- Quais são os benefícios deste tratamento e como progredirá?
- Quais são os riscos e os efeitos colaterais deste tratamento?
- Existem comidas, drogas, ou actividades que eu deveria evitar enquanto estou neste tratamento?
- Se meu tratamento inclui algum medicamento, o que devo fazer se eu perder uma dose?
- Existem outros tratamentos disponíveis?

Sobre meus exames...
- Que tipos de exames terei que fazer?
- O que posso esperar descobrir nestes exames?
- Quando saberei os resultados?

  • Como eu tenho que me preparar para fazer os exames?

- Estes exames têm algum efeito colateral ou riscos?
- Eu precisarei de mais exames depois?

Outras sugestões:
- Se você não entender as respostas de seu oftalmologista, faça mais perguntas até que você compreenda.
- Peça para seu oftalmologista escrever abaixo da receita todas as instruções.
- Pergunte a seu oftalmologista qual material impresso existente sobre sua condição.
- Se você ainda tem dificuldade para entender as respostas de seu oftalmologista, pergunte onde você pode obter mais informação.

Hoje, os pacientes tem um papel activo no cuidado de sua saúde. Seja um paciente atencioso com o cuidado de seus olhos.

Lembre...

Se você tem diabetes faça, pelo menos uma vez ao ano, um exame com olho dilatado.
A retinopatia diabética proliferativa pode se desenvolver sem sintomas e, em estado avançado, você corre alto risco de perda de visão.
O edema macular pode se desenvolver sem sintomas em quaisquer das quatro fases de retinopatia diabética.
Você pode desenvolver retinopatia diabética proliferativa e edema macular e ainda assim enxergar bem. Porém, corre alto risco de perda de visão.
Seu oftalmologista pode dizer se você tem edema macular em qualquer fase da retinopatia diabética.
Se você tem sintomas e estes forem descobertos precocemente e tratados oportunamente, poderá prevenir a perda de visão.

Dr. Queiroz Neto

http://www.drqueirozneto.com.br/patologias/
index.htm#

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