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³ A Saúde dos Olhos |
O Glaucoma DR. ARMANDO GARCIA O glaucoma é uma doença grave que promove a destruição irreversível do nervo óptico. Corresponde a um aumento da pressão que existe dentro do olho e que ultrapassa os valores suportáveis pelos neurónios do nervo óptico. Tal acontecendo provoca que aquelas células comecem a morrer progressivamente. Como consequência o campo de visão começa a diminuir até atingir a região mais central da visão. Nos estadios pré terminais os doentes apenas têm visão numa pequena área central do campo visual - como se vissem pelo buraco de uma fechadura - estando o restante campo de visão cego. Felizmente, hoje em dia, a maior parte dos doentes não chegam a este estado pois o diagnóstico precoce efectuado pela perimetria computorizada e o arsenal terapêutico disponível (novos medicamentos e novas técnicas cirúrgicas) vieram alterar o prognóstico desta situação. Contudo duas questões ainda se levantam. A primeira tem a ver com o facto de o glaucoma ser uma doença muito silenciosa e por isso muito traiçoeira, isto é, quando os sintomas são percebidos pelos doentes já a doença está num estadio muito evoluído. Daí, o acompanhamento regular por um oftalmologista torna-se manifestamente vital e uma regra importante de saúde pública. A segunda questão tem a ver com o facto de existirem certas formas de glaucoma cujo o tratamento é ainda pouco eficaz. Estas formas de glaucoma são menos frequentes e correspondem ao glaucoma agudo se não for tratado nas primeiras horas, o glaucoma congénito (à nascença), o glaucoma de baixa pressão e o glaucoma secundário a determinadas doenças principais (ex.: exoftalmias, etc).
Armando Garcia
Glaucoma DR. JOAQUIM NEVES Na constituição dos olhos existem elementos líquidos responsáveis pela função de
meio transparente e manutenção da tensão dentro do globo ocular. As alterações da
pressão intra-ocular podem estar na origem de condições clínicas como o glaucoma. O que é Quais as causas
Quais os sintomas Como se diagnostica Como se desenvolve Formas de tratamento Pessoas mais predispostas
Autor: Dr. Joaquim Neves Oninet - Portal "Viva Saudável": http://www.vivasaudavel.pt/
Glaucoma: causas e tratamento DR. QUEIROZ NETO O glaucoma é causado por diferentes enfermidades que, na maioria dos casos, levam a um aumento da PIO. O aumento da pressão é causado por um bloqueio ao fluído no interior do olho. Com o tempo isto causa dano ao nervo óptico. Através da detecção precoce, diagnóstico e tratamento, você e seu oftalmologista podem ajudar a preservar sua visão.
Pense em seu olho como em uma pia, na qual a torneira e o ralo permanecem
permanentemente abertos. O humor aquoso está constantemente circulando através da
câmara anterior. É produzido por uma pequena "glândula", chamada corpo
ciliar, situada atrás da íris. O aquoso flui entre a lente e a íris e, após nutrir a
córnea e a lente, flui para fora através de um tecido esponjoso e fino chamado malha
trabecular, que serve como o ralo (escoamento) do olho. A malha trabecular está situada
no ângulo onde a íris encontra a córnea. Para entender como o aumento da pressão afeta o olho pense em seu olho como se fosse um balão. Quando muito ar é soprado para dentro de um balão, a pressão aumenta, causando seu estouro. Mas o olho é resistente demais para estourar. Esta pressão aumentada passa a actuar sobre a parte mais fraca do olho, o ponto na esclera onde o nervo óptico deixa o olho. Como mencionado anteriormente, o nervo óptico é a parte do olho que carrega a informação visual até o cérebro. É formado por mais de um milhão de células nervosas. Quando se eleva a pressão no olho, as células nervosas tornam-se comprimidas, o que as danifica, e eventualmente até causa sua morte. A morte destas células resulta em perda visual permanente. O diagnóstico e o tratamento precoces do glaucoma podem prevenir esta situação.
Existe uma variedade de tipos de glaucoma. As formas mais comuns são: Glaucoma primário de ângulo aberto
Vamos aprender algo sobre as diversas forma:
Aproximadamente um por cento dos americanos apresentam esta forma de glaucoma, tornando-a a forma mais comum no país. Ocorre predominantemente em indivíduos acima de 50 anos. O GPAA não é acompanhado por sintomatologia. A pressão intraocular sobe lentamente, e a córnea se adapta sem edemaciar. Se a córnea se torna edemaciada, o que usualmente é um sinal de que alguma coisa está errada, sintomas podem estar presentes. Mas como esta não é a regra, esta doença geralmente não é detectada. Não há dor e o paciente muitas vezes não percebe que está perdendo lentamente a visão até os últimos estágios da doença. Entretanto, quando a visão encontra-se prejudicada, o dano é irreversível. No GPAA não há anormalidade visível na malha trabecular. Acredita-se que há algo errado na habilidade das células da malha trabecular em cumprir normalmente sua função, ou que haja menos células presentes como resultado natural do processo de envelhecimento. Outros acreditam que o responsável é um dano no sistema de drenagem do olho. Essas teorias, assim como outras tantas, são correntemente estudadas e testadas em vários centros de pesquisa do país. O glaucoma, na verdade, diz respeito aos problemas resultantes da pressão intraocular aumentada. A pressão intraocular média numa população normal é aproximadamente 14-16 milímetros de mercúrio (mmHg). Numa população normal, pressões intraoculares acima de 20mmHg ainda podem ser consideradas dentro da normalidade. Já uma pressão intraocular acima de 22mmHg é considerada suspeita e possivelmente anormal. No entanto, nem todos os pacientes que apresentam PIO elevada desenvolvem glaucoma. O porquê de algumas pessoas desenvolverem dano glaucomatoso e outras não; é tópico de muitas pesquisas na atualidade. Como mencionado anteriormente, a pressão elevada pode destruir as células do nervo óptico. Uma vez que um determinado número de células nervosas é destruído, "pontos cegos" começam a se formar no campo visual. Esses pontos cegos usualmente se desenvolvem primeiro no campo visual periférico, e, em estágios mais tardios, na visão central. Uma vez que ocorra perda visual, esta é irreversível, pois as células do nervo óptico estão mortas, e nada pode substitui-las até o presente momento. Trataremos das várias formas que tem seu oftalmologista de detectar o glaucoma nos estágios iniciais - antes que tenha ocorrido dano visual. O glaucoma primário de ângulo aberto é uma doença crônica. Acredita-se que seja hereditária, embora isto ainda não esteja bem definido. No presente momento não se conhece a cura para esta doença, mas ela pode progredir mais lentamente e de forma mais arrastada se tratada. Visto que não apresenta sintomas, muitos pacientes têm dificuldade em entender porque é necessário um tratamento com medicamentos caros, e, ainda, por toda a vida. Seguir corretamente a orientação médica e usar regularmente a medicação é crucial na prevenção da perda visual. Por isso é necessário discutir os efeitos colaterais da medicação com seu oftalmologista. Vocês dois precisam actuar como um time nesta batalha contra o glaucoma. A seguir discutiremos as medicações comumente prescritas e seus efeitos colaterais.
O glaucoma de ângulo fechado afeta aproximadamente meio milhão de pessoas nos Estados Unidos. Há uma tendência de que esta seja uma doença herdada, mas muitas vezes vários membros de uma mesma família vão ser acometidos. É uma doença mais comum em indivíduos descendentes de asiáticos e também em pessoas hipermétropes. As pessoas que apresentam tendência a desenvolver o glaucoma de ângulo fechado, a
câmara anterior apresenta-se mais rasa do que o usual. Como mencionado anteriormente, a
malha trabecular esta situada no ângulo formado pelo encontro da córnea com a íris. Na
maioria das pessoas, este ângulo apresenta aproximadamente 45 graus. Quanto mais estreito
o ângulo, mais próxima estará a íris da malha trabecular.
Diferentemente do glaucoma primário de ângulo aberto, onde a PRESSÃO INTRA-OCULAR se eleva de forma lenta, no glaucoma agudo, ela sofre elevação abrupta. Esse rápido aumento pressórico pode ocorrer num prazo de algumas horas e tornar-se extremamente doloroso. Dependendo do aumento pressórico, a dor pode ser tão intensa que pode causar náuseas e vômitos. Os olhos tornam-se vermelhos, a córnea fica edemaciada e opaca, e o paciente pode referir halos luminosos e visão borrada. Um ataque agudo de glaucoma é uma condição de emergência. Se há demora em iniciar o tratamento, a visão pode estar permanentemente destruída. Cicatrização da malha trabecular pode ocorrer como resultado de glaucoma crônico, que é muito mais difícil de ser controlado. Pode haver também o desenvolvimento de catarata. Dano do nervo óptico pode ocorrer rapidamente e causar perda permanente da visão. Muitos destes ataques repetidos ocorrem em ambientes escuros como teatros e cinemas. Se você está lembrado, ambientes escuros causam dilatação da pupila, ou seja, aumento no seu tamanho. Quando isso acontece, há máximo contacto entre a lente e a íris, o que deixa o ângulo estreito e pode desencadear um ataque. Sabe-se também que a pupila também dilata em momentos de estresse e ansiedade. Conseqüentemente, muitos ataques de glaucoma agudo ocorrem durante períodos de estresse. Uma variedade de drogas também pode levar a um ataque de glaucoma por causar dilatação da pupila. Estas incluem: antidepressivos, medicações para gripe, anti-histamínicos e algumas medicações para o tratamento de náuseas. Ataques de glaucoma agudo nem sempre são drásticos. Algumas vezes o paciente pode sofrer uma série de ataques menores. Visão borrada com halos pode ser referida, mas sem vermelhidão ou dor ocular. Estes ataques podem acabar quando o paciente é exposto a um ambiente bem iluminado ou quando vai dormir - duas situações que naturalmente causam a constrição da pupila, permitindo assim que a íris se afaste da lente e permita o escoamento do aquoso. Um ataque agudo de glaucoma pode ser tratado com uma combinação de colírios que diminuem o tamanho da pupila e a produção do líquido intra-ocular. Assim que a pressão tenha baixado para níveis mais seguros o oftalmologista poderá realizar uma iridectomia com LASER. Este procedimento é totalmente ambulatorial e consiste na utilização de um feixe de LASER para construir uma pequena abertura na íris para que o fluxo do liquido intra-ocular seja restaurado. É utilizado um colírio anestésico que evita qualquer dor. O procedimento é realizado em alguns minutos e pode ser realizado preventivamente mesmo no olho que não foi envolvido já que é comum o acometimento de ambos os olhos em épocas diferentes. Exames de rotina utilizando uma técnica conhecida como gonioscopia podem prever com alguma antecedência um ataque agudo de glaucoma de ângulo fechado. Uma lente especial contendo alguns espelhos é colocada à frente do olho do paciente, permitindo a visualização do ângulo. Pacientes com ângulos estreitos podem ser advertidos quanto aos sinais e sintomas de uma crise e desta forma procurar tratamento imediatamente. Em alguns casos a iridectomia com LASER é aconselhável como prevenção em casos de alto risco. Nem todos os pacientes com glaucoma de ângulo fechado experimentam um ataque agudo. Ao contrário, muitos desenvolvem o que chamamos de glaucoma crônico de ângulo fechado. Nestes casos, a íris vai fechando gradualmente drenagem do líquido intra-ocular sem sintomas associados. Quando isso ocorre, aderências entre a íris e o sistema de drenagem do olho se formam lentamente e a pressão sobe somente quando existe aderências suficientes para comprometer o fluxo. Quando o paciente é tratado com medicação, como pilocarpina, um ataque agudo pode ser prevenido, mas a forma crônica da doença ainda continuará o afetando.
Toda a pessoa deveria ser informada sobre o glaucoma e seus efeitos. É importante para cada um de nós, crianças e adultos, um avaliação periódica da função visual, pois apenas a detecção precoce e o tratamento correto podem prevenir a perda da visão e mesmo a cegueira. Existem algumas condições especiais que pode colocar determinadas pessoas em maior risco de desenvolvimento do glaucoma, são elas:
No glaucoma perde-se a visão periférica, a visão fica tubular.
Na campimetria computadorizada você será solicitado a permanecer com o rosto apoiado em um apoio e a olhar fixamente para uma luz piloto. Cada vez que outras luzes aparecerem na sua frente você deverá acionar um botão, informando o computador que você a viu. Dessa forma, ao final do teste, seu médico receberá um gráfico ilustrativo do seu campo visual. O perímetro de Goldmman também realiza esta tarefa, porem sem a utilização de um computador.
Colírios: Todos os colírios podem inicialmente causar sensação de ardência ou queimação. Isso freqüentemente ocorre devido ao agente antibacteriano presente nas soluções de colírio e não ao medicamento antiglaucomatoso em si. A pesar de desconfortável, este não dura mais do que alguns segundos. É importante utilizar sua medicação exatamente como seu medico a prescreveu. Por exemplo: colírios com prescrição de quatro vezes ao dia tem usualmente uma duração de acção de seis horas. Utilizando a medicação quatro vezes ao dia em intervalos regulares enquanto você está acordado garantirá uma cobertura efetiva do medicamento durante as vinte e quatro horas do dia. Em razão da absorção dos colírios pela corrente sanguínea, é importante relatar ao seu medico quaisquer outros medicamentos em utilização no momento. Alguns medicamentos podem tornar-se perigosos quando associados a outros. Pergunte ao seu medico e ou farmacêutico se os diversos medicamentos que você utiliza são seguros quando associados. A fim de minimizar a absorção pela corrente sanguínea e aumentar a quantidade absorvida pelo olho feche seus olhos por um ou dois minutos após a administração dos colírios, pressionando levemente o canto do olho perto do nariz para fechar os ductos de drenagem da lagrima. Mesmo que todos os medicamentos possuam potenciais efeitos adversos, é importante observar que a grande maioria dos pacientes não apresenta nenhum efeito adverso. Uso Oral: Ocasionalmente os colírios não são suficientes para controlar a pressão intra-ocular. Quando isto acontece, medicação via oral deve ser prescrita em adição aos colírios. Essa medicação, que apresenta mais efeitos adversos do que os colírios, também age diminuindo a "torneira" do olho, diminuindo a produção do líquido intra-ocular. Esta medicação via oral usualmente é prescrita de duas até quatro vezes ao dia. É importante levar esta informação também aos seus outros médicos. Fazendo isso você estará contribuindo para que eles não lhe prescrevam drogas que possam causar interações medicamentosas perigosas. A seguir citamos alguns inibidores da anidrase carbônica comumente prescritos e seus efeitos adversos: CIRURGIA
Você pode ir para casa e retomar suas actividade normais logo após a cirurgia. Seu médico deve verificar a pressão de seu olho em uma ou duas horas após o procedimento. Após este procedimento, quase 80% de todos os pacientes respondem suficientemente bem, adiando um procedimento cirúrgico mais complexo. Pode levar algumas semanas para observar-se a real diminuição da pressão ocular, motivo pelo qual você deve continuar com a medicação até que seu médico julgue necessário. Catarata não é um efeito adverso do LASER e as complicações são insignificantes, daí por que este método tornou-se extremamente popular.
Apesar de a trabeculectomia ser um procedimento cirúrgico relativamente seguro, aproximadamente um terço dos pacientes desenvolvem catarata num prazo de cinco anos. Após a cirurgia muitos pacientes podem descontinuar o uso de medicamentos antiglaucomatosos. Talvez 10 a 15% dos pacientes necessitem alguma cirurgia adicional.
O exame oftalmológico de rotina é vital para a saúde de seus olhos. No caso de seu médico oftalmologista detectar glaucoma, o tratamento precoce pode ajudar a prevenir a perda visual. Dr. Queiroz Neto http://www.drqueirozneto.com.br/patologias/index.htm#
O que é o Glaucoma DR. RUFINO SILVA O glaucoma é uma das principais causas da cegueira em Portugal, sobretudo entre as
pessoas mais idosas. No entanto, a perda de visão provocada pelo glaucoma é evitável se
se procurar tratamento ainda no início da doença.
O humor aquoso flui constantemente dentro do olho (à esquerda). Quais são os diferentes tipos de Glaucoma? Glaucoma crónico de ângulo aberto: Glaucoma de ângulo fechado: Os sintomas incluem: Se apresentar qualquer destes sintomas telefone logo ao seu oftalmologista. Se não for
tratado por um oftalmologista, o glaucoma de angulo fechado pode resultar em cegueira. Como se detecta o glaucoma?
Alguns destes exames talvez não sejam necessários para todos os indivíduos. Poderá
ser preciso repetir estes testes regularmente para determinar se a lesão do glaucoma
está a aumentar com o passar do tempo. Quais são os grupos de risco de desenvolvimento de glaucoma?
O seu oftalmologista levará em consideração todos estes factores antes de decidir se precisa de tratamento para glaucoma ou de vigilância constante devido a suspeita de glaucoma. Isto quer dizer que o risco de desenvolver o glaucoma é maior que o normal e que precisa de se submeter a exames regulares com o intuito de detectar os primeiros sinais de lesão do nervo óptico. Como é o tratamento do glaucoma? Em regra geral, lesões provocadas pelo glaucoma não podem ser revertidas. Colírios, remédios e intervenções cirúrgicas são prescritos a fim de prevenir ou deter a ocorrência de mais lesões. Com qualquer tipo de glaucoma, exames periódicos são de suma importância para prevenir a perda de visão. Posto que o glaucoma pode piorar sem que saiba, o tratamento poderá ser mudado com o tempo. Medicamentos:
Alguns colírios podem causar:
O tratamento com cirurgia a laser pode ser eficaz para diferentes tipos de glaucoma.
Costuma-se empregar o laser de duas maneiras: Cirurgia operatória:
Qual o seu papel no tratamento?
Pode prevenir-se a perda de visão: Cada 3 a 5 anos se tiver até 39 anos; Cada 1 ou 2 anos se:
Dr Rufino Silva - Clínica Oftalmológica, Lda http://www.oftalmologia.co.pt/glaucoma.html
Glaucoma: sinais e sintomas O glaucoma ocorre quando a pressão do líquido intra-ocular se eleva e causa danos à visão. Pode existir uma tendência familiar no glaucoma, e essa doença é um dos principais problemas oculares no mundo. O risco de adquirir o glaucoma aumenta com idade. Alguns medicamentos podem desencadear ou agravar o glaucoma, entre eles os anti-istamínicos e os antiespamódicos. Existem dois tipos de glaucoma:
Tratamentos e cuidado A predisposição para o glaucoma pode não ser prevista, mas a cegueira, que é a complicação mais séria, pode ser evitada. Para isso:
Se os medicamentos não controlarem a pressão, existe outra opção:
http://www.lincx.com.br/lincx/orientacao/doencas/
Glaucoma Congénito Associação de Deficientes Visuais e Amigos O diagnóstico precoce e o tratamento do glaucoma congénito podem curar 90% dos bebés
que nascem com esse problema. Sem uma intervenção rápida, essas crianças tendem a
ficar cegas ainda no primeiro ano de vida. O alerta é do oftalmologista Paulo Augusto de
Arruda Melo, presidente científico da Abrag (Associação Brasileira dos Portadores de
Glaucoma) e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Folha - Como a criança é afetada pelo glaucoma?
http://www.adeva.org.br/fique_por_dentro/diagnostico
Glaucoma Alcon Informações importantes para ajudar a conservar a sua visão O glaucoma é uma das causas mais frequentes de cegueira, evitável, em todo o planeta. Embora o glaucoma não tenha cura, existem medicamentos comprovadamente eficazes no seu tratamento. Os factores decisivos para controlar a doença são o diagnóstico precoce e um tratamento adequado. O seu oftalmologista dispõe de meios para avaliar o seu risco de contrair glaucoma e pode avaliar, medicar e esclarecer o seu caso, prevenindo sempre que possível uma eventual perda de visão. Este texto oferece-lhe informações acerca do glaucoma, e das medidas que pode tomar para ajudar a controlar a doença e conservar a sua visão. O que é o glaucoma? O glaucoma é uma doença ocular que provoca lesão progressiva do nervo óptico. O nervo óptico transmite ao cérebro as informações visuais que, depois de processadas, constituem aquilo que efectivamente "vemos". As verdadeiras causas do glaucoma não são totalmente conhecidas, mas o aumento da pressão no interior do olho (pressão intra-ocular - PIO) é, comprovadamente, um importante factor de risco. Quando a pressão no interior do olho se torna demasiada elevada, o nervo óptico sofre lesões irreversíveis, interrompendo progressivamente a transmissão de informação do olho para o cérebro. Daqui resulta uma redução progressiva do campo visual, que, na ausência de tratamento adequado, poderá conduzir à cegueira. Quais as pessoas mais afectadas pelo Glaucoma? O glaucoma afecta pessoas de qualquer raça, sexo ou nacionalidade. Muito embora qualquer um possa contrair glaucoma, algumas pessoas têm maior predisposição que outras. Estudos efectuados têm demonstrado que a presença de um ou mais dos seguintes critérios constitui um risco acrescido.
Se apresentar algum destes factores de risco é importante fazer exames oftalmológicos periodicamente. A detecção e o tratamento precoces do glaucoma podem retardar a progressão da doença e ajudar a prevenir a cegueira. Quais os sintomas do Glaucoma? A maioria das pessoas não sabe que tem glaucoma até se verificarem alterações da visão, por vezes já avançadas e irreversíveis. No entanto, os oftalmologistas poderão detectar e iniciar o tratamento do glaucoma antes da maioria dos doentes manifestar qualquer sintoma. O glaucoma é uma doença que evolui geralmente de forma lenta ao longo de um período de tempo alargado, o que justifica que muitos doentes passem vários anos sem detectar qualquer sintoma. Os doentes com Glaucoma poderão referir uma diminuição gradual da visão periférica. Esta perda de visão é igualmente conhecida nos casos mais avançados como "visão tubular". Infelizmente, a perda de visão resultante de lesões no nervo óptico é irreversível. Alteração do campo visual: Porque é importante a PIO? O olho humano contém no seu interior fluídos que ajudam a manter uma determinada pressão no interior do olho. A isto chama-se pressão intra-ocular (PIO). Os médicos medem facilmente a PIO e utilizam-na como um instrumento importante no diagnóstico e tratamento do glaucoma . Os valores normais da PIO variam entre os 12 e os 22 mmHg (milímetros de mercúrio). A PIO constitui um dos principais factores de risco do glaucoma. Uma PIO elevada não significa necessariamente que se tenha glaucoma, assim como uma PIO normal não significa que não se tenha glaucoma. No entanto, o controlo da PIO é um dos principais objectivos do tratamento do glaucoma . Quando a PIO está controlada, o nervo óptico corre menos riscos de desenvolver lesões, pelo que a visão pode ser desta forma conservada. Qual o tratamento do glaucoma? Actualmente o tratamento do Glaucoma, dirige-se quase exclusivamente à redução da PIO. Utilizam-se, para o efeito, fármacos em gotas (colírios), que se instilam directamente sobre o globo ocular. Os primeiros colírios utilizados (pilocarpina, epinefrina), embora baixassem efectivamente a PIO, tinham muitos efeitos secundários, pelo que a sua utilização foi sendo abandonada e substituída por medicamentos tão ou mais poderosos que os anteriores e com muito menos efeitos secundários. Cabe ao seu oftalmologista, escolher os exames oftalmológicos e os medicamentos mais adequados para reduzir a sua PIO para valores aceitáveis e mantê-la controlada ao longo do tempo. A concretização deste objectivo não significa por si só, o controlo e a cura da doença. Como instilar as gotas? 1. Incline a sua cabeça para trás. Puxe para baixo a pálpebra com um dedo limpo, até se formar uma "bolsa" entre a pálpebra e o seu olho. A gota de colírio deverá ser aqui colocada. 2. Aperte suavemente o frasco até à saída de uma gota de colírio de uma só vez. 3. Após instilar, pressione o canto do olho, junto ao nariz, com o dedo. Isto ajuda o colírio a não se espalhar pelo resto do corpo. Alcon Portugal
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