Sobre a Deficiência Visual

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  ³  A Saúde dos Olhos
 

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Estrabismo e Ambliopia

Estrabismo  Estrabismo

  1. Estrabismo - JAS Farma
  2. O que é o Estrabismo - Vista Clinique
  3. O Estrabismo - Farmácia Saúde
  4. Estrabismo - Hospital de Olhos de Minas Gerais
  5. «Olhar» cedo para a Ambliopia - JAS Farma

Estrabismo

JAS FARMA

Estrabismo: 
o desalinhamento dos eixos visuais pode levar a ambliopia

Para além de ser inestético, o estrabismo pode levar ao chamado «olho preguiçoso», uma situação reversível apenas se for tratada precocemente.

O estrabismo é a ausência de alinhamento entre os olhos, que devem estar orientados para o mesmo ponto de fixação, em todas as posições e movimentos.

Em condições normais, os músculos que fazem mover os olhos trabalham de forma coordenada, permitindo uma visão binocular e a noção de profundidade, percepção tridimensional ou estereopsia, uma vez que o cérebro funde as imagens dos dois olhos e as interpreta como uma só.

Se os olhos não se dirigem exactamente para o mesmo ponto de fixação, o cérebro percepciona duas imagens do mesmo objecto que não consegue fundir e o indivíduo tem visão dupla, diplopia.

O estrabismo, para além de impedir a percepção tridimensional, pode levar a que o olho desviado perca, ou não desenvolva, função visual.

Isto porque o cérebro poderá optar por eliminar a mensagem do olho desviado para não estar em constante duplicidade de estímulos.

Esta situação pode levar ao chamado «olho preguiçoso», ou ambliopia, que se caracteriza pela perda de acuidade visual, não por razões orgânicas, mas por falta de utilização.

Para a Dr.ª Teresa Fonseca, oftalmologista do Hospital de Garcia de Orta, a ambliopia tem de ser evitada.

«Do meu ponto de vista, esta é a principal preocupação. A ambliopia só é reversível durante a infância.»
«Quando se enraíza, é muito mais difícil fazer a recuperação da função visual», alerta a médica, que aponta para os 7 anos a idade máxima para tratamento desta disfunção, embora se deva tentar até aos 10 anos.

O estrabismo aparece quase sempre em idade infantil, mais frequentemente nos primeiros anos, e pode estar presente à nascença. Quando acontece na idade adulta, está associado a outras patologias, nomeadamente, do foro neurológico.

O desenvolvimento da visão acontece nos primeiros meses de vida e depende da qualidade do estímulo visual. Por isso mesmo, a criança deve ser examinada desde a nascença.

Quando há suspeita de estrabismo, impõe-se fazer um exame oftalmológico para excluir a presença de lesões orgânicas, prescrever a correcção óptica necessária, detectar e tratar precocemente a ambliopia e avaliar a possibilidade de correcção cirúrgica.


Estrabismo: 
quanto mais cedo melhor

«É importante sublinhar que a análise de um estrabismo pode ser feita em qualquer idade», frisa a especialista. Aliás, o tratamento terá mais sucesso quanto mais precoce for o seu início.

Do exame oftalmológico faz parte a avaliação da acuidade visual. Dependendo da idade, os testes à acuidade visual são diferentes.

Nos primeiros tempos de vida, cabe ao especialista interpretar os resultados de testes específicos, sem a participação verbal da criança. Quando já fala, existem outros testes calibrados que solicitam à criança a interpretação do que vê e permitem a avaliação de níveis de acuidade visual.

A partir dos 3 ou 4 anos utiliza-se, por exemplo, o teste dos «Es», tendo as crianças de dizer, ou apontar, para onde estão voltadas as «perninhas» daquela letra, apresentada em diferentes posições e tamanhos gradualmente mais pequenos.

O ponto em que deixam de conseguir distinguir a posição das «perninhas» corresponde a uma determinada acuidade visual.

O teste mais vulgar para detectar um estrabismo é o cover test, em que se chama a atenção da criança para um objecto e se vê se os olhos estão a olhar na direcção do mesmo. Tapando alternadamente um dos olhos, observa-se se algum deles se desvia para retomar fixação.

O exemplo de um teste para aferir a noção de profundidade é o teste de esteroacuidade da «Mosca de Titmus», em que a criança tem uns óculos especiais e um cartão com a imagem de uma mosca de asas abertas.

Perante a indicação de agarrar as asas da mosca, se tiver visão tridimensional, a criança vai tentar apanhar as asas da mosca acima do plano do quadro, caso contrário, vai apanhar a asa da mosca no plano do quadro.

Do exame oftalmológico faz parte a instilação de colírios que dilatam a pupila, permitem a observação do olho no seu interior e a avaliação do seu estado refractivo.

Assim, pode excluir-se lesão orgânica intra-ocular e prescrever a graduação necessária para que o olho veja com nitidez e sem esforço.

«Quando o estrabismo é puramente acomodativo, apenas dependente do esforço de focagem, o tratamento do desvio passa pela correcção óptica. Continua a ser importantíssimo tratar a parte sensorial, para evitar a ambliopia, e depois fazer a correcção cirúrgica, se necessário», diz Teresa Fonseca.

O tratamento cirúrgico consiste na mudança da posição, enfraquecendo ou reforçando determinados músculos para permitir o equilíbrio entre os dois olhos. Em alguns casos, a cirurgia pode ser substituída pela aplicação de Botox (toxina botulínica) num músculo para o enfraquecer, causando uma paralisia desse músculo.


Estrabismo: 
o problema das oclusões

Detectado o estrabismo e identificada uma ambliopia, é necessário, depois da eventual prescrição de óculos de correcção, levar a cabo a terapia por oclusões.

Esta terapia consiste em tapar, alternadamente, um e outro olho com um penso, durante um determinado período de tempo. Assim, o olho que entorta (um só, ou ambos, conforme o caso) é obrigado a olhar a direito e a função visual é desenvolvida.

«Esta é uma coisa que perturba muito os pais, mas ainda não se descobriu nada melhor para prevenir e tratar a ambliopia», salienta Teresa Fonseca.

Juntamente com a graduação dos óculos, a criança, após algum tempo, irá melhorar a acuidade visual.

Porém, segundo a especialista, «é muito complicado, pois, a criança não gosta de pôr o penso e os pais têm o desgosto de ver o filho de olho tapado. Mas pode ser a diferença entre uma acuidade visual de 2/10 e a normal de 10/10».

Em princípio, o penso deve ser mudado todos os dias e os períodos de oclusão de um olho podem ir até uma ou duas semanas de cada vez, ou mais.

Entre outros factores, estes períodos variam conforme a idade da criança: uma vez que a oclusão de um olho pode impedir o desenvolvimento da sua acuidade, as crianças abaixo dos 4 anos, ainda em fase de desenvolvimento visual, têm de alternar a oclusão dos olhos muito mais amiúde.

O programa de oclusões pode estender-se durante anos.

«Aviso sempre os pais que é maçador, desgastante, dá origem a guerras e muitas vezes é necessária muita paciência», conta a oftalmologista.

Todos os membros do universo da criança, dos pais aos avós, passando pelos professores e amigos, têm de ter noção de que o penso é absolutamente necessário em todas os momentos para que o tratamento tenha sucesso.

Pequenas excepções da oclusão, como na praia ou na piscina, podem provocar recaídas difíceis de tratar.

Depois, coloca-se o problema da integração da criança, que se sente triste por usar penso e é alvo da incompreensão dos colegas, mas a médica diz que, «felizmente, as educadoras e professoras já estão mais conscientes do problema e promovem a integração da criança».

Se todos persistirem, estabelecendo laços de cooperação com a criança, concluirão que vale a pena, porque esse esforço pode fazer a diferença entre visão baixa e uma visão normal. Uma ou outra ficarão para toda a vi

A responsabilidade científica desta informação é da:
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Sapo Portugal Online - 5 Janeiro 2005
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O que é o Estrabismo?

Vista Clinique

O estrabismo caracteriza-se pelo desalinhamento dos olhos, e é uma situação que afecta 4% das crianças. O desvio pode permanecer e ser sempre aparente, ou pode aparecer e desaparecer, parecendo normal umas vezes, e anormal noutras. Um olho pode olhar em frente enquanto o outro está virado para dentro, para fora, para cima ou para baixo. Em alguns casos, o olho com desvio pode endireitar-se e o olho bom entortar.

Diferentes formas de estrabismo

Movimentos oculares:

Os movimentos oculares dos olhos são controlados por seis músculos que se inserem na parte exterior do olho. Em cada olho, dois músculos movem o olho para a direita ou esquerda, os outro quatro músculos movem o olho para cima ou para baixo e controlam os movimentos de inclinação. Para dirigir o olhar para um alvo, è necessário que todos os músculos oculares estejam equilibrados e que trabalhem em conjunto com os músculos do outro olho. Quando estes músculos não funcionam em conjunto, há um desalinhamento, o estrabismo.

Os olhos têm como função captar imagens nítidas na retina e enviá-las ao cérebro. Se ambos os olhos estiverem alinhados, a àrea visual do cérebro converte as duas imagens numa imagem única. Isto cria uma noção de profundidade e uma visão binocular, permitindo a transmissão de uma só imagem ao cérebro. Quando um olho desvia por estrabismo, são enviadas ao cérebro duas imagens. Neste último caso, numa criança em crescimento, o cérebro aprende a ignorar a imagem do olho desalinhado e vê sómente a imagem do olho não desviado ou de melhor visão, e isto causa uma perda de percepção de profundidade e da visão, tornando o olho "preguiçoso" ou amblíope, que é uma forma de cegueira. Os adultos que desenvolvem estrabismo, geralmente vêem duas imagens porque o seu cérebro já está formado e treinado para receber imagens de ambos os olhos e assim não pode ignorar a imagem do olho com pior visão, ou desviado. O alinhamento normal dos olhos durante a infância permite o desenvolvimento de uma boa visão em cada olho e o desalinhamento do estrabismo pode causar uma visão reduzida no olho desviado, chamada ambliopia, e se este olho nunca teve condições para vêr, chamar-se-á ex-anopsia.

A ambliopia ocorre aproximadamente em metade das crianças com estrabismo. O cérebro reconhecerá a imagem do olho que vê melhor, e ignora a imagem do olho desviado. Alguns casos de ambliopia podem ser tratados tapando o olho com melhor visão nos primeiros anos de vida e o tratamento é frequentemente bem sucedido. Se o tratamento for retardado, a ambliopia ou visão reduzida pode tornar-se permanente. Em geral, o tratamento precoce da ambliopia conduz à recuperação da visão.

Causas e sintomas:

O estrabismo é causado pelo não alinhamento do eixo dos olhos. No entanto, a causa exacta deste desalinhamento não é completamente conhecida. Pode ter carácter hereditário e ocorre em ambos os sexos. O cérebro controla os músculos motores oculares. Isto explica que as crianças com paralisia cerebral, mongolismo, e hidrocefalia possam apresentar estrabismo, assim como na presença de um tumor cerebral. Se a visão dum olho é enevoada por catarata ou cicatriz na córnea, o olho poderá entortar.

O principal sinal do estrabismo é não olhar a direito e, por vezes, a criança pisca o olho torto em ambientes muito luminosos. Por vezes, há má percepção de profundidade, e algumas crianças inclinam a cabeça para manter o alinhamento dos olhos (torcicolo. Os pais por vezes ficam com a falsa impressão de que o estrabismo desaparece com o crescimento. Embora a fadiga e a doença possam piorar o estrabismo, as crianças só pioram com o crescimento.

Uma vez que haja suspeita de que um olho se desvia , um exame pelo oftalmologista é obrigatório para determinar a causa e começar o tratamento. O primeiro exame oftalmológico deve ser feito logo que os pais notem o defeito. Não devem esperar pela opinião do pediatra e, muito menos, pelo resultado da inspecção para a tropa. As crianças, embora seguidas pelo médico de família e pediatra, devem ser vistas pelo oftalmologista durante a infância e idade pré-escolar para detectar algum problema ocular, particularmente se algum familiar tiver tido estrabismo ou ambliopia. Mesmo até a observação mais atenta dos pais, pode não ser o suficiente para detectar o estrabismo, já que é difícil distinguir um verdadeiro estrabismo de um falso.

Nunca é cedo de mais para observar os olhos de uma criança, e o oftalmologista pode ajuizar da visão, mesmo de um recém-nascido. Se o exame dos olhos for feito na idade escolar, pode ser tarde para tratar uma ambliopia. Ocasionalmente, o desalinhamento de um olho pode ser causado por uma catarata ou tumor, e é importante detectar estas situações o mais cedo possível, para que a catarata ou tumor possam ser tratados a tempo.

O Tratamento:

O objectivo do tratamento consiste em obter uma boa visão, endireitar os olhos, e desenvolver a visão binocular. O tratamento do estrabismo depende da causa do desalinhamento dos olhos, e pode ser dirigido para o desequilíbrio muscular, remoção de cataratas, ou outras situações que podem ser a causa do desvio.

Depois de um exame ocular completo, incluindo um estudo detalhado do interior dos olhos, o oftalmologista pode receitar óculos ou tratamentos médicos ou cirúrgicos. A oclusão do olho de boa visão para obrigar o olho desviado a ver, pode ser necessário.

Os dois tipos mais frequentes de estrabismo são endotropia, quando o olho desvia para dentro, e exotropia, quando o olho desvia para fora. A endotropia é a forma mais vulgar de estrabismo em crianças. As crianças que nascem com endotropia não aprendem a usar os dois olhos conjuntamente, e podem perder a visão do olho "torto" que não é usado.

Na maioria dos casos, a cirurgia precoce é necessária para endireitar os olhos e obter uma visão binocular, evitando a perda de visão definitiva. O objectivo da cirurgia, é ajustar o equilíbrio muscular para endireitar os olhos. Por exemplo, na cirurgia da endotropia, os músculos internos são cortados da parede do olho e colocados mais atrás, enfraquecendo a sua força de tracção, e permitindo o movimento do olho para fora. Algumas vezes, os músculos externos podem ser encurtados para reforçar o movimento para fora.

Outra forma de endotropia que ocorre na criança após os dois anos, é causado pela necessidade de óculos. Estas crianças tem hipermetropia e, nestes casos, o uso de óculos permite a recuperação do paralelismo. Por vezes, a utilização de lentes bifocais é necessária para a visão ao perto.Por vezes, são necessários exercícios de ortóptica para ajudar crianças mais velhas a educarem uma visão simultânea dos dois olhos, e combater a ambliopia.

Na cirurgia é feito um pequeno corte nos tecidos, permitindo o acesso aos músculos oculares. A selecção de músculos para serem cortados, depende da direcção do desvio do olho. Os pais devem ser avisados de que podem ser necessárias mais do que uma operação para endireitar os olhos. Mesmo com uma avaliação, e uma técnica cirúrgica correctas, os olhos podem não ficar perfeitamente alinhados. Neste caso, é necessário um ajustamento, e pode ser necessário o uso de óculos. O número de intervenções cirúrgicas depende do grau de desalinhamento. Pode ser necessário operar um ou ambos os olhos e, em alguns adultos, pode ser utilizada anestesia local. O tempo de recuperação é rápido, e o paciente normalmente volta à vida normal dentro de poucos dias. A cirurgia ambulatória é menos dispendiosa, e pode ser praticada no adulto.

Nas crianças com os olhos tortos, o defeito estrábico pode ter também um efeito negativo na auto-confiança, com prejuizo para o comportamento psico-físico. O oftalmologista deve ser consultado se existir história familiar de estrabismo ou ambliopia, se os olhos não parecerem alinhados, se houver diminuição de visão em um ou ambos os olhos, ou se houver outra anomalia observada pelos pais.

http://www.vistaclinique.pt/afcatar.html

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O Estrabismo

3 de Maio, 2000
In Farmácia Saúde.

Na maioria dos casos o estrabismo surge nos primeiros anos de vida, mas pode igualmente revelar-se subitamente na idade adulta. O estrabismo pode prejudicar a visão de um dos olhos ou indicar uma perturbação orgânica mais profunda. É por isso que, seja qual for a idade, quando aparecem movimentos anormais dos olhos, torna-se necessário consultar rapidamente um especialista.

Três tipos de desvios

O estrabismo corresponde a um desvio anormal do alinhamento dos olhos. Distinguem-se três formas: estrabismo convergente, em que os eixos dos olhos se aproximam demasiado, o estrabismo divergente, em que os eixos dos olhos estão muito afastados e o estrabismo vertical, com desvio para o alto. Este último é bastante mais raro.

O estrabismo pode ser congénito, estando assim presente desde o nascimento e evidenciando-se mais claramente durante os primeiros seis meses de vida. Nestes casos, os dois olhos não funcionam correctamente em conjunto: um dos olhos não acompanha o outro. No caso de estrabismo congénito, as estruturas celulares do cérebro necessárias à sobreposição das imagens não chegam a desenvolver-se. Como consequência do estrabismo congénito, as crianças não adquirem a visão binocular. Por outras palavras, não conseguem distinguir inteiramente os relevos. Esta particularidade deve ser confirmada por meio de testes adequados.

Existem diferentes tratamentos - óculos e cirurgia - que permitem corrigir o estrabismo. Mas as crianças com estrabismo congénito não poderão adquirir a visão binocular já que as ligações nervosas entre um dos olhos e o cérebro são insuficientes. Não terão qualquer problema na vida quotidiana, mas certas profissões e certas actividades ser-lhe-ão inacessíveis como por exemplo a pilotagem de aviões.
Mas o estrabismo pode também instalar-se mais tardiamente, depois do primeiro ano de vida, durante a adolescência, ou mesmo na idade adulta.
Quando isto acontece, os problemas são diferentes uma vez que a visão binocular já está instalada. Contudo, tornam-se necessários cuidados rápidos, pois esta visão binocular poderá ser afectada. O estrabismo pode também reaparecer num paciente já convenientemente tratado.

Não perder tempo

Para além do problema estético, é necessário estar atento e agir rapidamente por duas razões. A primeira é que o estrabismo pode pôr em perigo a visão do olho desviado. Diz-se, nestes casos, que o olho se torna amblíope: perde a sua função visual. Um tratamento rápido é essencial. A segunda razão é que o estrabismo pode aparecer como um sinal exterior de uma causa orgânica profunda que é indispensável descobrir e afastar.
Estas duas razões são mais do que suficientes para que se realize um exame completo tão depressa quanto possível a todas as crianças que sofrem de estrabismo. O oftalmologista poderá assim examinar a mobilidade do olho, avaliar da existência de uma eventual miopia ou hipermetropia associada e verificar se o estrabismo não está ligado a uma anomalia do cristalino, da retina ou do nervo óptico.

Primeiro os óculos

Na maioria dos casos, o primeiro acto terapêutico consiste da prescrição de óculos. Uma criança afectada de estrabismo com hipermetropia - os olhos entortam-se quando observa objectos próximos - deve usar óculos correctivos. Evitando o esforços de acomodação, os óculos reduzem o estrabismo e representam um primeiro progresso.
No caso do estrabismo congénito, o uso de óculos com uma venda sobre o olho permite fazer trabalhar o olho desviado. A venda deve ser colocada alternadamente sobre cada um dos olhos por períodos de um dia. Isto permite dar mobilidade ao olho desviado sem que o outro perca as suas capacidades. Este exercício terá que ser prosseguido durante meses ou até mesmo anos. Se, ao fim deste tratamento ocular, o estrabismo persistir deve então passar-se à intervenção cirúrgica.
Nos casos em que o estrabismo é adquirido depois do primeiro ano de vida, cola-se sobre os óculos fitas com pequenos prismas. Se este tratamento for insuficiente deverá então operar-se.

Depois operar

Uma intervenção cirúrgica de grande precisão pode torna-se necessária para restabelecer o paralelismo dos olhos.
Ao acordar não se usam pensos. O paciente pode abrir os olhos, mas o melhor é contentar-se apenas com algumas horas de luz suave. Em geral, alguns dias são suficientes para que a criança possa regressar à escola. Se o estrabismo for muito acentuado poderão ser necessárias várias intervenções.

Quando agir?

Para além dos 3 meses de vida, o estrabismo exige um exame rigoroso. Ver subitamente em duplicado, em qualquer idade, impõe a consulta imediata a um especialista

Teste a coordenação visual da criança

Este teste só deverá ser efectuado a partir dos 6 meses. O teste é muito simples, consistindo apenas na realização dos exercícios abaixo mencionados.

Desloque um objecto diante da criança e verifique se os dois olhos seguem em conjunto o movimento.
Recomece o exercício cobrindo um dos olhos. Verifique se o outro olho segue correctamente o objecto.
Repita o teste para os dois olhos.
Parece-lhe que a criança entorta os olhos quando observa de perto um objecto?
Põe a cabeça de lado para olhar?
Se tiver qualquer dúvida, fale com o pediatra ou com o médico de família.

A responsabilidade editorial e científica desta informação é da Farmácia Saúde.

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Estrabismo

Hospital de Olhos de Minas Gerais

Definição:

Cerca de quatro em cada cem crianças são atingidas pelo estrabismo, que se manifesta pelo desalinhamento dos olhos, que apontam em direções diferentes. Com isso, os olhos não são capazes de enviar imagens nítidas e focadas em conjunto  do mesmo objecto ao cérebro enviando, ao contrário, duas imagens diferentes.

Estrabismo Divergente

imagem de estrabismo

 

Estrabismo Convergente

imagem de estrabismo

Em crianças muito novas, o cérebro aprende a enxergar somente aquela fornecida pelo olho sem disfunção. Isto causa perda da percepção de profundidade e da visão binocular. Além do sintoma do desalinhamento, a criança também pode apresentar dificuldade à luz do Sol e/ou adotar uma posição inclinada da cabeça, na tentativa de usar os dois olhos ao mesmo tempo.   

Nos adultos, os sintomas do Estrabismo são mais acentuados e se apresentam sempre com a queixa de Visão dupla.A causa exata que leva ao Estrabismo não é completamente conhecida, mas sabe-se que algumas condições estão associadas ao seu aparecimento.

Distúrbios Neurológicos causados por doenças ou traumatismos podem ocasioná por afetarem  o perfeito funcionamento dos  músculos oculares. A Baixa Acuidade Visual em um ou dois Olhos é também uma das causas freqüentes de Estrabismo.

 
Tratamento:
  
A melhor fase para se fazer tratamento do Estrabismo é até os  7 anos, quando o desenvolvimento ainda não está consolidado. Após esta fase, os tratamentos não costumam obter o sucesso possível e desejado. As metas do tratamento do Estrabismo são:  

  • Preservar a visão

  • Alinhar os Olhos

  • Restaurar a Visão Binocular  

Dependendo da causa do Estrabismo, seu tratamento pode variar com o uso de óculos, oclusão,   exercícios, medicações como colírios, toxina botulínica ou até Cirurgias. O tratamento mais adequado pode ser recomendado após um exame detalhado feito por um Oftalmologista. Quanto mais precoce o início do tratamento, melhor é o resultado.

Tratamento de Oclusão

  imagem de estrabismo
 

Cirurgia:

A Cirurgia do Estrabismo atua sobre a musculatura ocular. Os músculos que serão operados   dependerão do tipo do Estrabismo  de cada paciente. Em alguns casos, poderá ser recomendada mais de uma intervenção Cirúrgica, até mesmo nos dois olhos. Quando a Cirurgia é realizada em crianças, é necessário o uso de anestesia geral . Para os adultos, é utilizada anestesia local  de uma forma mais frequente. O tempo de recuperação é rápido. Em poucos dias os pacientes estão aptos a reiniciar suas actividades habituais. Na grande maioria dos casos, a cirurgia do Estrabismo é um tratamento seguro e efetivo para o problema.

Hospital de Olhos de Minas Gerais

http://www.holhos.com.br/

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«Olhar» cedo para a ambliopia

4 de Abril, 2000
In SAPO

As causas da ambliopia podem estar já presentes quando do nascimento da criança. As razões desta doença oftalmológica são várias e os erros refractivos (miopia, hipermetropia, astigmatisno) são uma delas. Por vezes só um olho é atingido, mas há casos em que ambos apresentam dificuldades visuais. Para tratar a tempo é necessário um exame oftalmológico entre os dois e os quatro anos de idade ou mais cedo.

A ambliopia é o termo médico para designar o défice visual de um só olho ou de ambos, geralmente sem defeito orgânico aparente, provocado por um desenvolvimento anormal da via óptica, durante a infância. As causas mais frequentes de ambliopia relacionam-se com o estrabismo, os erros refractivos (miopia, hipermetropia e/ou astigmatismo), catarata, ptose palpebral, que levam à interrupção do impulso visual apropriado, indispensável para o desenvolvimento da visão. «A detecção precoce de alterações visuais na infância é fundamental, no sentido em que a visão constitui um importante elo de ligação entre a criança e o meio que a rodeia, influenciando o seu comportamento e desenvolvimento». Esta tese é partilhada pelas Dr.ª Maria de Lurdes Costa e Dr.ª Fátima Pita, oftalmologistas.

As alterações visuais, quando verificadas em ambos os olhos, permitem uma percepção mais evidente por parte dos pais da criança. Mas as perturbações unilaterais constituem maior preocupação, apesar de poderem não suscitar queixas, «devido à compensação feita pelo “olho bom” em detrimento do olho amblíope, também chamado de olho “preguiçoso”». A presença de catarata, ptose palpebral ou estrabismo são sinais que devem chamar a atenção para algo que não funciona em pleno na visão da criança.

A ambliopia pode dar sinais e/ou sintomas como o «pestanejar excessivo, o fechar de um olho na fixação de um objecto, o tropeçar com regularidade e queixas de cansaço visual – cefaleias, lacrimejo, olhos vermelhos, cansaço na leitura», que deverão ser valorizados quando presentes.

Exame a tempo

Tratar esta doença é possível, mas através do diagnóstico precoce por exame oftalmológico nos primeiros tempos de vida. Na perspectiva das oftalmologistas, «é importante o rastreio médico oftalmológico efectuado entre os dois e os quatro anos de idade para que haja êxito terapêutico». Adiar este processo compromete o normal funcionamento da visão da criança no futuro. Mas há casos em que o rastreio é ainda mais urgente. Uma criança que nasce com estrabismo não pode esperar sequer pelos dois anos de idade, o mesmo aplica-se a uma catarata congénita ou à ptose palpebral, que são problemas a resolver nas primeiras semanas de vida, sob pena da ambliopia ser mais difícil de corrigir. A gravidade acentua-se se apenas atingir um olho.

Da teoria à prática, eis o caminho a seguir no tratamento da ambliopia. O objectivo é «estimular o olho amblíope e geralmente requer a prescrição de correcção óptica (óculos), a oclusão do olho são ou cirurgia de catarata ou da ptose palpebral, quando presentes», apontam Fátima Pita e Maria de Lurdes Costa. O sucesso do tratamento dependerá da precocidade do diagnóstico, do défice visual inicial e sobretudo da adesão da criança e dos pais ao tratamento.
A fase inicial é a mais difícil para a criança, por requerer utilização predominante do olho amblíope, não sendo rara a sua recusa.

A responsabilidade editorial e científica desta informação é da
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