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³ A Saúde dos Olhos |
Estrabismo Estrabismo:
A responsabilidade científica desta informação é da: Sapo Portugal Online - 5 Janeiro 2005
O que é o Estrabismo? O estrabismo caracteriza-se pelo desalinhamento dos olhos, e é uma situação que afecta 4% das crianças. O desvio pode permanecer e ser sempre aparente, ou pode aparecer e desaparecer, parecendo normal umas vezes, e anormal noutras. Um olho pode olhar em frente enquanto o outro está virado para dentro, para fora, para cima ou para baixo. Em alguns casos, o olho com desvio pode endireitar-se e o olho bom entortar. Diferentes formas de estrabismo Movimentos oculares: Os movimentos oculares dos olhos são controlados por seis músculos que se inserem na parte exterior do olho. Em cada olho, dois músculos movem o olho para a direita ou esquerda, os outro quatro músculos movem o olho para cima ou para baixo e controlam os movimentos de inclinação. Para dirigir o olhar para um alvo, è necessário que todos os músculos oculares estejam equilibrados e que trabalhem em conjunto com os músculos do outro olho. Quando estes músculos não funcionam em conjunto, há um desalinhamento, o estrabismo. Os olhos têm como função captar imagens nítidas na retina e enviá-las ao cérebro. Se ambos os olhos estiverem alinhados, a àrea visual do cérebro converte as duas imagens numa imagem única. Isto cria uma noção de profundidade e uma visão binocular, permitindo a transmissão de uma só imagem ao cérebro. Quando um olho desvia por estrabismo, são enviadas ao cérebro duas imagens. Neste último caso, numa criança em crescimento, o cérebro aprende a ignorar a imagem do olho desalinhado e vê sómente a imagem do olho não desviado ou de melhor visão, e isto causa uma perda de percepção de profundidade e da visão, tornando o olho "preguiçoso" ou amblíope, que é uma forma de cegueira. Os adultos que desenvolvem estrabismo, geralmente vêem duas imagens porque o seu cérebro já está formado e treinado para receber imagens de ambos os olhos e assim não pode ignorar a imagem do olho com pior visão, ou desviado. O alinhamento normal dos olhos durante a infância permite o desenvolvimento de uma boa visão em cada olho e o desalinhamento do estrabismo pode causar uma visão reduzida no olho desviado, chamada ambliopia, e se este olho nunca teve condições para vêr, chamar-se-á ex-anopsia. A ambliopia ocorre aproximadamente em metade das crianças com estrabismo. O cérebro reconhecerá a imagem do olho que vê melhor, e ignora a imagem do olho desviado. Alguns casos de ambliopia podem ser tratados tapando o olho com melhor visão nos primeiros anos de vida e o tratamento é frequentemente bem sucedido. Se o tratamento for retardado, a ambliopia ou visão reduzida pode tornar-se permanente. Em geral, o tratamento precoce da ambliopia conduz à recuperação da visão. Causas e sintomas: O estrabismo é causado pelo não alinhamento do eixo dos olhos. No entanto, a causa exacta deste desalinhamento não é completamente conhecida. Pode ter carácter hereditário e ocorre em ambos os sexos. O cérebro controla os músculos motores oculares. Isto explica que as crianças com paralisia cerebral, mongolismo, e hidrocefalia possam apresentar estrabismo, assim como na presença de um tumor cerebral. Se a visão dum olho é enevoada por catarata ou cicatriz na córnea, o olho poderá entortar. O principal sinal do estrabismo é não olhar a direito e, por vezes, a criança pisca o olho torto em ambientes muito luminosos. Por vezes, há má percepção de profundidade, e algumas crianças inclinam a cabeça para manter o alinhamento dos olhos (torcicolo. Os pais por vezes ficam com a falsa impressão de que o estrabismo desaparece com o crescimento. Embora a fadiga e a doença possam piorar o estrabismo, as crianças só pioram com o crescimento. Uma vez que haja suspeita de que um olho se desvia , um exame pelo oftalmologista é obrigatório para determinar a causa e começar o tratamento. O primeiro exame oftalmológico deve ser feito logo que os pais notem o defeito. Não devem esperar pela opinião do pediatra e, muito menos, pelo resultado da inspecção para a tropa. As crianças, embora seguidas pelo médico de família e pediatra, devem ser vistas pelo oftalmologista durante a infância e idade pré-escolar para detectar algum problema ocular, particularmente se algum familiar tiver tido estrabismo ou ambliopia. Mesmo até a observação mais atenta dos pais, pode não ser o suficiente para detectar o estrabismo, já que é difícil distinguir um verdadeiro estrabismo de um falso. Nunca é cedo de mais para observar os olhos de uma criança, e o oftalmologista pode ajuizar da visão, mesmo de um recém-nascido. Se o exame dos olhos for feito na idade escolar, pode ser tarde para tratar uma ambliopia. Ocasionalmente, o desalinhamento de um olho pode ser causado por uma catarata ou tumor, e é importante detectar estas situações o mais cedo possível, para que a catarata ou tumor possam ser tratados a tempo. O Tratamento: O objectivo do tratamento consiste em obter uma boa visão, endireitar os olhos, e desenvolver a visão binocular. O tratamento do estrabismo depende da causa do desalinhamento dos olhos, e pode ser dirigido para o desequilíbrio muscular, remoção de cataratas, ou outras situações que podem ser a causa do desvio. Depois de um exame ocular completo, incluindo um estudo detalhado do interior dos olhos, o oftalmologista pode receitar óculos ou tratamentos médicos ou cirúrgicos. A oclusão do olho de boa visão para obrigar o olho desviado a ver, pode ser necessário. Os dois tipos mais frequentes de estrabismo são endotropia, quando o olho desvia para dentro, e exotropia, quando o olho desvia para fora. A endotropia é a forma mais vulgar de estrabismo em crianças. As crianças que nascem com endotropia não aprendem a usar os dois olhos conjuntamente, e podem perder a visão do olho "torto" que não é usado. Na maioria dos casos, a cirurgia precoce é necessária para endireitar os olhos e obter uma visão binocular, evitando a perda de visão definitiva. O objectivo da cirurgia, é ajustar o equilíbrio muscular para endireitar os olhos. Por exemplo, na cirurgia da endotropia, os músculos internos são cortados da parede do olho e colocados mais atrás, enfraquecendo a sua força de tracção, e permitindo o movimento do olho para fora. Algumas vezes, os músculos externos podem ser encurtados para reforçar o movimento para fora. Outra forma de endotropia que ocorre na criança após os dois anos, é causado pela necessidade de óculos. Estas crianças tem hipermetropia e, nestes casos, o uso de óculos permite a recuperação do paralelismo. Por vezes, a utilização de lentes bifocais é necessária para a visão ao perto.Por vezes, são necessários exercícios de ortóptica para ajudar crianças mais velhas a educarem uma visão simultânea dos dois olhos, e combater a ambliopia. Na cirurgia é feito um pequeno corte nos tecidos, permitindo o acesso aos músculos oculares. A selecção de músculos para serem cortados, depende da direcção do desvio do olho. Os pais devem ser avisados de que podem ser necessárias mais do que uma operação para endireitar os olhos. Mesmo com uma avaliação, e uma técnica cirúrgica correctas, os olhos podem não ficar perfeitamente alinhados. Neste caso, é necessário um ajustamento, e pode ser necessário o uso de óculos. O número de intervenções cirúrgicas depende do grau de desalinhamento. Pode ser necessário operar um ou ambos os olhos e, em alguns adultos, pode ser utilizada anestesia local. O tempo de recuperação é rápido, e o paciente normalmente volta à vida normal dentro de poucos dias. A cirurgia ambulatória é menos dispendiosa, e pode ser praticada no adulto. Nas crianças com os olhos tortos, o defeito estrábico pode ter também um efeito negativo na auto-confiança, com prejuizo para o comportamento psico-físico. O oftalmologista deve ser consultado se existir história familiar de estrabismo ou ambliopia, se os olhos não parecerem alinhados, se houver diminuição de visão em um ou ambos os olhos, ou se houver outra anomalia observada pelos pais. http://www.vistaclinique.pt/afcatar.html
O Estrabismo 3 de Maio, 2000 Na maioria dos casos o estrabismo surge nos primeiros anos de vida, mas pode igualmente revelar-se subitamente na idade adulta. O estrabismo pode prejudicar a visão de um dos olhos ou indicar uma perturbação orgânica mais profunda. É por isso que, seja qual for a idade, quando aparecem movimentos anormais dos olhos, torna-se necessário consultar rapidamente um especialista. Três tipos de desvios O estrabismo corresponde a um desvio anormal do alinhamento dos olhos. Distinguem-se três formas: estrabismo convergente, em que os eixos dos olhos se aproximam demasiado, o estrabismo divergente, em que os eixos dos olhos estão muito afastados e o estrabismo vertical, com desvio para o alto. Este último é bastante mais raro. O estrabismo pode ser congénito, estando assim presente desde o nascimento e evidenciando-se mais claramente durante os primeiros seis meses de vida. Nestes casos, os dois olhos não funcionam correctamente em conjunto: um dos olhos não acompanha o outro. No caso de estrabismo congénito, as estruturas celulares do cérebro necessárias à sobreposição das imagens não chegam a desenvolver-se. Como consequência do estrabismo congénito, as crianças não adquirem a visão binocular. Por outras palavras, não conseguem distinguir inteiramente os relevos. Esta particularidade deve ser confirmada por meio de testes adequados. Existem diferentes tratamentos - óculos e cirurgia - que permitem corrigir o
estrabismo. Mas as crianças com estrabismo congénito não poderão adquirir a visão
binocular já que as ligações nervosas entre um dos olhos e o cérebro são
insuficientes. Não terão qualquer problema na vida quotidiana, mas certas profissões e
certas actividades ser-lhe-ão inacessíveis como por exemplo a pilotagem de aviões. Não perder tempo Para além do problema estético, é necessário estar atento e agir rapidamente por
duas razões. A primeira é que o estrabismo pode pôr em perigo a visão do olho
desviado. Diz-se, nestes casos, que o olho se torna amblíope: perde a sua função
visual. Um tratamento rápido é essencial. A segunda razão é que o estrabismo pode
aparecer como um sinal exterior de uma causa orgânica profunda que é indispensável
descobrir e afastar. Primeiro os óculos Na maioria dos casos, o primeiro acto terapêutico consiste da prescrição de óculos.
Uma criança afectada de estrabismo com hipermetropia - os olhos entortam-se quando
observa objectos próximos - deve usar óculos correctivos. Evitando o esforços de
acomodação, os óculos reduzem o estrabismo e representam um primeiro progresso. Depois operar Uma intervenção cirúrgica de grande precisão pode torna-se necessária para
restabelecer o paralelismo dos olhos. Quando agir? Para além dos 3 meses de vida, o estrabismo exige um exame rigoroso. Ver subitamente em duplicado, em qualquer idade, impõe a consulta imediata a um especialista Teste a coordenação visual da criança Este teste só deverá ser efectuado a partir dos 6 meses. O teste é muito simples, consistindo apenas na realização dos exercícios abaixo mencionados. Desloque um objecto diante da criança e verifique se os dois olhos seguem em conjunto
o movimento. A responsabilidade editorial e científica desta informação é da Farmácia Saúde.
Estrabismo Hospital de Olhos de Minas Gerais Definição: Cerca de quatro em cada cem crianças são atingidas pelo estrabismo, que se manifesta pelo desalinhamento dos olhos, que apontam em direções diferentes. Com isso, os olhos não são capazes de enviar imagens nítidas e focadas em conjunto do mesmo objecto ao cérebro enviando, ao contrário, duas imagens diferentes. Estrabismo Divergente
Estrabismo Convergente
Em crianças muito novas, o cérebro aprende a enxergar somente aquela fornecida pelo olho sem disfunção. Isto causa perda da percepção de profundidade e da visão binocular. Além do sintoma do desalinhamento, a criança também pode apresentar dificuldade à luz do Sol e/ou adotar uma posição inclinada da cabeça, na tentativa de usar os dois olhos ao mesmo tempo. Nos adultos, os sintomas do Estrabismo são mais acentuados e se apresentam sempre com a queixa de Visão dupla.A causa exata que leva ao Estrabismo não é completamente conhecida, mas sabe-se que algumas condições estão associadas ao seu aparecimento. Distúrbios Neurológicos causados por doenças ou traumatismos podem ocasioná por afetarem o perfeito funcionamento dos músculos oculares. A Baixa Acuidade Visual em um ou dois Olhos é também uma das causas freqüentes de Estrabismo.
Dependendo da causa do Estrabismo, seu tratamento pode variar com o uso de óculos, oclusão, exercícios, medicações como colírios, toxina botulínica ou até Cirurgias. O tratamento mais adequado pode ser recomendado após um exame detalhado feito por um Oftalmologista. Quanto mais precoce o início do tratamento, melhor é o resultado. Tratamento de Oclusão
Cirurgia: A Cirurgia do Estrabismo atua sobre a musculatura ocular. Os músculos que serão operados dependerão do tipo do Estrabismo de cada paciente. Em alguns casos, poderá ser recomendada mais de uma intervenção Cirúrgica, até mesmo nos dois olhos. Quando a Cirurgia é realizada em crianças, é necessário o uso de anestesia geral . Para os adultos, é utilizada anestesia local de uma forma mais frequente. O tempo de recuperação é rápido. Em poucos dias os pacientes estão aptos a reiniciar suas actividades habituais. Na grande maioria dos casos, a cirurgia do Estrabismo é um tratamento seguro e efetivo para o problema. Hospital de Olhos de Minas Gerais
«Olhar» cedo para a ambliopia 4 de Abril, 2000 As causas da ambliopia podem estar já presentes quando do nascimento da criança. As razões desta doença oftalmológica são várias e os erros refractivos (miopia, hipermetropia, astigmatisno) são uma delas. Por vezes só um olho é atingido, mas há casos em que ambos apresentam dificuldades visuais. Para tratar a tempo é necessário um exame oftalmológico entre os dois e os quatro anos de idade ou mais cedo. A ambliopia é o termo médico para designar o défice visual de um só olho ou de ambos, geralmente sem defeito orgânico aparente, provocado por um desenvolvimento anormal da via óptica, durante a infância. As causas mais frequentes de ambliopia relacionam-se com o estrabismo, os erros refractivos (miopia, hipermetropia e/ou astigmatismo), catarata, ptose palpebral, que levam à interrupção do impulso visual apropriado, indispensável para o desenvolvimento da visão. «A detecção precoce de alterações visuais na infância é fundamental, no sentido em que a visão constitui um importante elo de ligação entre a criança e o meio que a rodeia, influenciando o seu comportamento e desenvolvimento». Esta tese é partilhada pelas Dr.ª Maria de Lurdes Costa e Dr.ª Fátima Pita, oftalmologistas. As alterações visuais, quando verificadas em ambos os olhos, permitem uma percepção mais evidente por parte dos pais da criança. Mas as perturbações unilaterais constituem maior preocupação, apesar de poderem não suscitar queixas, «devido à compensação feita pelo olho bom em detrimento do olho amblíope, também chamado de olho preguiçoso». A presença de catarata, ptose palpebral ou estrabismo são sinais que devem chamar a atenção para algo que não funciona em pleno na visão da criança. A ambliopia pode dar sinais e/ou sintomas como o «pestanejar excessivo, o fechar de um olho na fixação de um objecto, o tropeçar com regularidade e queixas de cansaço visual cefaleias, lacrimejo, olhos vermelhos, cansaço na leitura», que deverão ser valorizados quando presentes. Exame a tempo Tratar esta doença é possível, mas através do diagnóstico precoce por exame oftalmológico nos primeiros tempos de vida. Na perspectiva das oftalmologistas, «é importante o rastreio médico oftalmológico efectuado entre os dois e os quatro anos de idade para que haja êxito terapêutico». Adiar este processo compromete o normal funcionamento da visão da criança no futuro. Mas há casos em que o rastreio é ainda mais urgente. Uma criança que nasce com estrabismo não pode esperar sequer pelos dois anos de idade, o mesmo aplica-se a uma catarata congénita ou à ptose palpebral, que são problemas a resolver nas primeiras semanas de vida, sob pena da ambliopia ser mais difícil de corrigir. A gravidade acentua-se se apenas atingir um olho. Da teoria à prática, eis o caminho a seguir no tratamento da ambliopia. O objectivo
é «estimular o olho amblíope e geralmente requer a prescrição de correcção óptica
(óculos), a oclusão do olho são ou cirurgia de catarata ou da ptose palpebral, quando
presentes», apontam Fátima Pita e Maria de Lurdes Costa. O sucesso do tratamento
dependerá da precocidade do diagnóstico, do défice visual inicial e sobretudo da
adesão da criança e dos pais ao tratamento. A responsabilidade editorial e científica desta informação é da
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