As Conjuntivites
3 de Maio, 1999
In Farmácia Saúde.
Se ao acordar as pálpebras não desgrudam, unidas como uma persiana que teima em não deixar entrar a luz, se os olhos lacrimejam, enevoados por uma secreção aquosa ou purulenta, o mais certo é ser conjuntivite. Uma inflamação altamente contagiosa.
Nesta altura do ano as conjuntivites estão nas suas «sete quintas». As crianças já regressaram à escola, as mais pequenas ao infantário, partilhando brincadeiras e brinquedos, tocando-se, levando as mãos aos olhos, tocando-se novamente. Não há melhor ambiente para uma conjuntivite. Facilmente se propaga, visível na vermelhidão lacrimejante dos olhos de uma criança após a outra, para desespero de educadoras e pais. É que a conjuntivite é altamente contagiosa e a sua declaração numa criança é, por regra, impeditiva da sua presença no infantário, de modo a resguardar tanto quanto possível o resto da classe.
Apresenta-se de surdina, discreta num olho que parece chorar, num pequeno ponto de pus que se encaixa num recanto. Depois, desenvolve-se quase sempre na calada da noite, mostrando-se subitamente quando, ao acordar, a criança mal consegue despegar as pálpebras, coladas uma à outra por uma secreção mais ou menos transparente e gelatinosa. Quando finalmente se separam revela-se uma espécie de cortina aquosa a cobrir a vermelhidão do olho.
Muitas vezes, essa secreção evolui, ganhando uma tonalidade amarelado e um aspecto purulento, como se os olhos tivessem sido pincelados a pus. E incomoda, incomoda até muito, fazendo com que as crianças levem as mãos aos olhos, esfregando em busca de alívio. Mas com este gesto que é difícil conter em vez de alívio, o que acontece é que a inflamação passa rapidamente de um olho para o outro. Está aberta a porta do contágio, já que as mãos que tocaram nos olhos inflamados tocam depois em objectos que outras crianças vão partilhar. Tocam em pequenos e graúdos, levando também a estes uma doença que é mais frequente nas crianças mas pode «atacar» todas as idades.
A cada um a sua conjuntivite
Este é quadro mais conhecido e de alguma forma transversal a todos os tipos de conjuntivite. São três e distinguem-se consoante a origem da inflamação. Assim, a conjuntivite pode ser alérgica, resultando de uma reacção dos olhos à poeira, ao pólen, a cosméticos, lentes de contacto, fumo, pêlo de animais e contacto directo com água tratada com cloro. Pode igualmente ter manifestações sazonais, andando então associada a alergias como a chamada febre dos fenos.
Vírus e bactérias dividem, no entanto, a maior fatia das responsabilidades, a eles se devendo o carácter infeccioso e contagioso da conjuntivite. A principal diferença consiste na duração do incómodo: se o agente infeccioso é viral, os sintomas podem desaparecer em dois ou três dias; já se for bacteriano, as melhoras demoram mais algum tempo, sendo precisas uma ou duas semanas para que os olhos retomem a boa forma.
Independentemente do agente agressor, tudo começa por um «ataque» à conjuntiva, uma fina membrana que cobre o branco dos olhos (esclera) e cuja função é produzir muco para proteger e lubrificar a superfície ocular. Normalmente, a conjuntiva possui vasos sanguíneos visíveis bem de perto. Ora, quando se dá a agressão, esses vasos dilatam, ficam mais proeminentes, tornando o olho vermelho. A vermelhidão é, aliás, a única forma que a conjuntiva, sendo um tecido simples, tem de reagir aos estímulos. E esse é o primeiro sinal de conjuntivite.
Mas, atenção, por trás de um olho vermelho nem sempre está uma conjuntivite. Muitas outras doenças oculares como o glaucoma - se podem aí esconder, devendo ser pois procurado o conselho de um oftalmologista. Sobretudo se a vermelhidão for acompanhada de outras sintomas como dor forte, elevada sensibilidade à luz ou visão desfocada.
Veja bem onde põe as mãos
As mãos são os principais inimigos dos olhos, falando de conjuntivite é claro. É que são elas o agente do contágio. Perante a sensação de areia nos olhos que acompanha a secreção e a vermelhidão, o gesto mais automático e compreensível é esfregar. Mas, além de ser perigoso, pois pode irritar a conjuntiva, este gesto é o caminho mais rápido para levar a doença a outros olhos.
Lavar as mãos com frequência é este sim um gesto recomendado. Tal como não partilhar toalhas nem maquilhagem, igualmente veículos fáceis de propagação da conjuntivite.
E mesmo no cuidar dos olhos doentes é preciso ver bem onde se põem as mãos. Na aplicação do colírio habitualmente usado no tratamento é de evitar o contacto dos dedos com o líquido ou a pomada, tal como é de evitar que o próprio medicamento toque nos olhos. Deve-se deixar cair uma gota na zona afectada e fechar os olhos para que se espalhe. Antes e depois desta operação, as mãos devem ser lavadas, sempre em nome da prevenção.
É de facto com colírio que se combatem as conjuntivites, mas o vulgar soro fisiológico também ajuda e muito. Compressas várias vezes ao dia aliviam, ao mesmo tempo que limpam os olhos das irritantes secreções. De qualquer forma o tratamento deve ser feito com moderação, porquanto os olhos são órgãos extremamente sensíveis.
Sinais de infecção
Estão bem identificados os sinais que denunciam uma conjuntivite. São eles:
- pálpebras inchadas e coladas, sobretudo ao acordar
- olhos vermelhos
- sensibilidade à luz
- visão enevoada
- sensação de areia nos olhos
- secreção aquosa ou purulenta
Cuidados básicos
Há algumas regras que, se respeitadas, permitem prevenir o contágio. Quase todas passam pelas mãos:
- lave as mãos com frequência
- não toque nos olhos
- não encoste o frasco do colírio ou a pomada ao olho
- não partilhe toalhas
- não use maquilhagem de outras pessoas
- não use lentes de contacto enquanto durar a inflamação
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Conjuntivite
Dr. Rui Farinha
A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva. Conheça algumas formas de prevenir e evitar esta doença.
O que é
A conjuntivite é uma doença em que há inflamação da conjuntiva (membrana mucosa que reveste o globo ocular).
Quais as causas
Existem várias causas de conjuntivite:
- Vírus.
- Alergias (pó, pólen, pêlo de animais e outros alergénios).
- Agentes físicos (vento, pó).
- Agentes químicos (fumo, poluição do ar).
- Bactérias.
- Doenças sistémicas (que afectam vários órgãos).
Quais os sintomas
Os sintomas são vários:
- Olho(s) vermelho(s).
- Sensação de areia nos olhos/prurido (comichão), uni ou bilateral.
- Corrimento ocular aquoso (se conjuntivite viral) ou tipo pus (se conjuntivite bacteriana).
- Visão ligeiramente turva ou enevoada.
- Hipersensibilidade à luz (fotofobia).
- Dor ocular.
A conjuntivite viral e bacteriana podem estar associadas a outras infecções e afectar um ou ambos os olhos. A forma bacteriana pode estar associada a infecção respiratória ou da garganta. Há produção de pus (secreções espessas, amarelo-esverdeadas) e intumescimento das pálpebras que tendem a aderir uma à outra. A conjuntivite alérgica afecta mais frequentemente os dois olhos e dá preferencialmente prurido intenso e lacrimejo.
Como se diagnostica
Basta a observação do médico para se fazer o diagnóstico de conjuntivite. Se a situação for grave, resistente ao tratamento ou recorrente, torna-se necessário colher uma amostra de secreções para análise laboratorial, com o objectivo de se determinar com precisão a causa e implementar uma terapêutica mais dirigida.
Como se desenvolve
A conjuntiva reveste o olho e a parte interna das pálpebras, estando exposta a uma série de agentes agressores (vírus, bactérias, alergénios, vento, poluição). As lágrimas protegem a conjuntiva destes agentes agressores. Por vezes, a agressão é de tal modo intensa que surge inflamação da conjuntiva (conjuntivite). É uma doença incómoda, que habitualmente responde bem ao tratamento e tem um bom prognóstico. O contágio de terceiros é relativamente frequente nas formas infecciosas.
Formas de tratamento
O desconforto provocado pela conjuntivite pode ser aliviado com a colocação de compressas quentes humedecidas, durante 5 minutos, 3 a 4 vezes por dia, no(s) olho(s) afectado(s), com as pálpebras fechadas.
As conjuntivites virais não necessitam de qualquer tratamento específico, desaparecendo ao fim de uma semana. Nas conjuntivites bacterianas, em que há produção de pus, devem-se lavar os olhos com água morna e depois usar um pano para eliminar o pus.
O médico poderá prescrever um antibiótico para aplicação local no olho(s) afectado(s). Os antibióticos servem apenas para tratar conjuntivites bacterianas. Nas conjuntivites alérgicas não se devem esfregar os olhos e devem-se usar compressas frias para aliviar o prurido e a sensação de desconforto. Neste caso, o médico pode prescrever medicamentos que actuem sobre a alergia (vasoconstritores, anti-histamínicos tópicos ou outros).
Formas de prevenção
Existem algumas medidas simples que o doente pode adoptar no sentido de prevenir o agravamento e a disseminação da doença:
- Não pôr as mãos nos olhos.
- Lavar as mãos antes e depois de lavar os olhos.
- Lavar as mãos antes e depois de aplicar os medicamentos nos olhos.
- As toalhas de rosto e as de banho, bem como as fronhas devem ser mudadas diariamente e não devem ser usadas por outras pessoas.
- Usar e cuidar adequadamente das lentes de contacto.
Doenças comuns - como diferenciar
Várias são as doenças que têm de ser distinguidas da conjuntivite:
- queratites (inflamação da córnea);
- irites (inflamações da íris);
- coroidites (inflamações da coroideia);
- blefarites (inflamações das pálpebras);
- dacriocistites (inflamações das glândulas lacrimais).
Algumas destas doenças são mais graves do que a conjuntivite e só o médico está apto a distinguir cada uma destas doenças.
Outras designações
Olho(s) vermelho(s).
Quando consultar o médico especialista
A conjuntivite não necessita de tratamento extenso e, na generalidade dos casos, não está associada a situações de emergência. Porém é uma situação incómoda, que exige um diagnóstico diferencial com várias outras situações, é altamente contagiosa e, ocasionalmente, pode originar complicações corneanas, devendo o doente dirigir-se imediatamente ao médico logo que os sintomas surjam para ser efectuado o respectivo diagnóstico e tratamento.
Pessoas mais predispostas
- Crianças (devido à alta contagiosidade das conjuntivites virais e ao facto delas desrespeitarem com maior facilidade as medidas de higiene necessárias para prevenir a disseminação desta doença).
- Doentes alérgicos.
- Doentes com doenças sistémicas.
Dr. Rui Farinha revisto por Dr.ª Fernanda Louro
Oninet - Portal "Viva Saudável": http://www.vivasaudavel.pt/
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A Blefarite
Dr. Queiroz Neto
A blefarite é uma inflamação comum e persistente das pálpebras. Produz sintomas tais como irritação, prurido e, em alguns casos, olho vermelho. Esta condição afeta frequentemente as pessoas que tem tendência a apresentar pele oleosa, caspa e secura ocular. A blefarite pode começar na infância, causando granulação nas pálpebras e continuar por toda a vida como uma afecção crônica, ou iniciar mais tardiamente na vida.

A superfície da pele normal contém bactérias e, em certas pessoas, tais bactérias estão presentes na pele da base dos cílios. A irritação resultante, às vezes associada com a actividade excessiva das glândulas sebáceas vizinhas, produz escamas parecidas com caspa e partículas que se formam ao longo dos cílios e pálpebras.
Em algumas ocasiões, as escamas ou as bactérias produzem somente irritação e prurido leves, porém em outras podem causar ardência e sensação de areia nos olhos. A blefarite pode conduzir a complicações mais graves, como inflamação dos tecidos oculares, em especial a córnea.
Como se trata a blefarite ?
A blefarite pode não ser curável, porém é possível controlá-la mediante algumas medidas diárias:
- Pelo menos duas vezes ao dia, aplique compressas mornas sobre as pálpebras fechadas durante dois a três minutos. Este procedimento descola as escamas e detritos, além de solubilizar as secreções oleosas das glândulas sebáceas tarsais, prevenindo assim o aparecimento de calázio, que é um tipo de inflamação da glândula sebácea palpebral.
- Utilizando a ponta do seu dedo envolta em um pano fino ou uma haste de algodão ( cotonete ), esfregue com delicadeza a base dos cílios aproximadamente 15 segundos em cada pálpebra.
- Se o médico prescreveu pomada com antibiótico, aplique uma pequena quantidade na base dos cílios, preferencialmente na hora de dormir.
Estas simples medidas higiênicas diárias reduzirão ao mínimo a necessidade de medicações adicionais que alguns pacientes requerem para controlar os seus sintomas:
Lágrimas artificiais. Devem ser aplicadas para aliviar os sintomas de olho seco.
Corticoesteróides oculares. Podem ser utilizadas por um breve período de tempo para reduzir a inflamação.
Pomada com antibiótico ou comprimidos antibióticos. Podem ser empregados para reduzir a quantidade de bactérias nas pálpebras.
Na blefarite, as pálpebras superior e inferior estão recobertas por detritos oleosos e bactérias em torno da base nos cílios. O paciente refere irritação ocular e em certos casos, inflamação do olho. A limpeza regular e completa da borda palpebral contribui para o controle da blefarite.
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colaretes |
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escamas |
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conjuntivite |
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úlceras |
As enfermidades do olho podem manifestar-se a qualquer idade. Muitas delas não causam sintomas até que tenham produzido lesão. Por isso exames médicos realizados regularmente por um oftalmologista são muito importantes, já que muitos casos de cegueira são preveníveis quando são diagnosticadas e tratadas a tempo.
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A Uveíte - Inflamação do interior do olho
Vista Clinique
O que é a uveíte?
O olho tem uma forma muito parecida com uma bola de ténis, oco por dentro e com três camadas de tecido à volta da cavidade central. A camada externa é a esclera (a parte branca do olho), e a mais profunda é a retina ( um tecido que dá origem a imagens na parte de trás do olho tal como um filme numa máquina fotográfica). A camada do meio, entre a esclera e a retina é chamada a úvea, da palavra grega "úvea" que quer dizer uva, pois parece-se muito como uma uva descascada. Quando a úvea fica inflamada, a condição é chamada uveíte.
Qual é a importância da úvea?
A úvea contêm muitos vasos sanguíneos que alimentam o olho. Uma inflamação da úvea pode afectar a córnea, a retina, a esclera e outras partes vitais do olho. Porque a úvea está relacionada com partes importantes do olho, uma inflamação desta camada pode pôr em perigo a visão e ser mais grave do que a maioria das inflamações das camadas externas do olho.
Quais os sintomas de uma uveíte?
Os sintomas de uma uveíte incluem uma fotofobia (maior sensibilidade à luz), uma visão enevoada, dor e olho vermelho. A uveíte pode aparecer de um dia para o outro, acompanhada de dor e do olho vermelho, ou pode ter um começo mais lento com pouca dor e vermelhidão , mas com um enevoamente progressivo da visão.
Há tipos diferentes de uveítes?
Sim, quando a úvea está inflamada na parte da frente do olho na iris, chama-se irite. Se a úvea está inflamada no meio do olho envolvendo o corpo ciliar, é chamado ciclite. Se a inflamação é na parte de trás do olho afectando a coroide, é chamada coroidite
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O que causa uma uveíte?
Uma uveíte pode ter muitas causas diferentes. Pode resultar dum vírus tal como herpes zoster, de um fungo (tal como histoplasmoses), ou de um parasita (tal como toxoplasmose). Na maior parte das vezes, não se consegue detectar a causa. A uveíte também pode estar relacionada com doenças em outras partes do corpo (tal como Artrite), ou pode surgir em consequência de um traumatismo do olho. Uma uveíte num olho pode resultar devido a um ferimento grave no outro olho (oftalmia simpática).
Como é que é feito o diagnóstico da uveíte?
Um exame cuidadoso pelo Oftalmologista é extremamente importante logo que os sintomas surgem. Uma inflamação no olho pode afectar a visão permanentemente e por vezes causar cegueira. O Oftalmologista utiliza aparelhos para examinar o interior do olho e pode assim fazer um diagnóstico seguro. Em algumas circunstâncias, análises de sangue, de pele, Raios-X, e ás vezes biópsias podem ser necessárias ao diagnóstico. Porque a uveíte pode ser associada com doenças gerais, um exame total do doente é importante. Isto pode envolver uma consulta com outros médicos especialistas.
Como é que uma uveíte é tratada?
Um tratamento precoce é necessário para diminuir a perda de visão. Gotas para os olhos, esteróides e dilatadores da pupila são medicamentos utilizados para reduzir a inflamação e dor. Para uma inflamação mais grave, pode ser necessário medicação oral ou mesmo injeções. Complicações, tal como glaucoma (pressão alta no olho), cataratas (a opacificação do cristalino), ou a formação de novos vasos sangúineos (neovascularização), também podem requerer tratamento. Se as complicações são muito graves, a cirurgia convencional ou cirurgia Laser pode ser necessária. O tratamento tanto pode ser simples, como a situação se arrastar por semanas. Algumas uveítes têm tendência para a repetição.
Quem pode tratar uma uveíte?
Só um Oftalmologista é que tem as qualificações próprias para o tratar, visto a uveíte ser uma inflamação no interior do olho e pôr em risco a visão. O tratamento imediato e um diagnóstico correcto são essenciais. Um caso simples de "olho vermelho" pode ser uma situação grave de uveíte. Um "olho vermelho" que não se resolva rapidamente deve ser examinado e tratado pelo Oftalmologista. O Oftalmologista é o médico que se treinou e estudou 13 anos para tratar dos seus olhos. Só um Oftalmologista é que pode assegurar um adequado tratamento ás doenças oculares.
http://www.vistaclinique.pt/afcatar.html
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Uveíte
D&M - Clínica de Olhos
É um processo inflamatório da úvea, uma camada do olho composta pela íris, corpo ciliar e coróide. Os sintomas são olho vermelho e embaçamento visual, podendo ser confundida com uma conjuntivite, por isso quem deverá fazer o diagnóstico é o médico oftalmologista.
A principal causa de uveíte é a toxoplasmose [doença do gato], que é adquirida pela ingestão de carne crua ou mal cozida, verdura mal lavada, leite sem ferver ou contacto com as fezes de gato.
Existe também a toxoplasmose congênita, quando a mãe transmite a infecção para a criança durante a gravidez.
Outras causas para a uveíte são reumatismo, sífilis e diversas viroses. Em pacientes com SIDA, que possuem baixa imunidade, ou nos casos não tratados, estas infecções podem levar à perda da visão.
http://members.tripod.com/arquitegatadengosa/mattar/uveite.htm
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Terçol
Lincx
O que é
O terçol é um pequeno furúnculo ou infecção bacteriana em uma das glândulas da pálpebra. Quando infectadas, as glândulas sebáceas localizadas nas pálpebras superior e inferior ficam inchadas e dolorosas. Inicialmente o terçol é pequeno, mas pode transformar-se em ferida avermelhada e bastante dolorosa. A seguir, o terçol inicial se torna um ponto amarelo de pus. Geralmente o pus drena sozinho. Jamais, fure ou esprema o terçol.
Dicas de autocuidado
Você pode aliviar o desconforto provocado pelo terçol segundo os seguintes passos:
- Aplique compressas húmidas e mornas (não muito quentes) na área afectada por 5 a 10 minutos, três a quatro vezes ao dia.
- Evite expor seus olhos a locais com muita poeira ou sujeira.
- Não mexa nem esprema a região afectada, mesmo que a tentação seja grande.
Geralmente o terçol responde bem às medidas acima, dispensando atendimento médico.
Contudo:
- O terçol está dificultando ou atrapalhando a visão? Consulte o oftalmologista.
- A região inchada e vermelha não drenou nem diminuiu após 2 dias? Consulte o oftalmologista.
- Vários terçóis apareceram simultaneamente ou têm ocorrido repentinamente? Consulte o oftalmologista.
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Terçol ou Calázio?
Dr.
Drauzio Varella
Quase todas as lesões da pálpebra são popularmente consideradas terçóis, embora
existam duas patologias diferentes responsáveis por seu aparecimento: uma com
infecção, o terçol, e a outra sem infecção, o calázio.
Distinção clínica
O terçol ou hordéolo consiste na inflamação das glândulas Zeis e Mol, instala-se
mais na borda da pálpebra perto dos cílios e apresenta os sinais de dor, rubor e
calor, típicos de infecção provocada por bactérias e, em geral, drena e
desaparece espontaneamente.
Já o calázio ou chalázeo consiste na inflamação da glândula de Meibômio, que não
é produzida por bactérias. Mesmo depois de controlada a inflamação, ele pode
circunscrever e ficar na pálpebra sob a forma de um granuloma que, sem sinais
inflamatórios, aumenta ou diminui de tamanho, quando a secreção produzida pela
glândula não consegue ser eliminada. O aparecimento freqüente de calázios pode
ser indicativo de algum defeito de refração do olho.
Evolução
A evolução do terçol e do calázio é semelhante. Dois ou três dias depois de
instalado o quadro, em geral, o terçol drena e desaparece. O calázio pode
regredir também espontaneamente no mesmo tempo, mas pode aparecer um granuloma
no local e a evolução ser marcada por recidivas.
Tratamento
O tratamento do terçol é feito com aplicação local de calor húmido
(compressas quentes) e de colírios
ou pomadas com antibióticos. Se o paciente for idoso ou muito debilitado, é
preciso dar uma cobertura sistémica de antibiótico por via oral, porque a
irrigação da pálpebra é muito rica e a infecção pode disseminar-se. Em condições
normais, porém, bastam o antibiótico de uso tópico e a aplicação de compressas
de água quente.
No tratamento do calázio, utilizam-se apenas compressas de calor
húmido. Neste caso, medicamentos
com corticóides e antibióticos são contra-indicados. Se o quadro se repetir com freqüência deve ser
consultado o oftalmologista e pedida uma avaliação refraccional.
Recomendações
- Compressas com calor húmido ajudam a combater as lesões na pálpebra, mas
procure um médico para diagnóstico e tratamento adequado;
- A avaliação refraccional é muito importante para verificar a ocorrência de
astigmatismo, miopia, etc., responsáveis por quadros repetidos de calázio. Não
deixe de fazê-la;
- Cuidados de higiene da pele com shampoos de pH neutro, que funcionam como
detergente, ajudam a desobstruir os canículos das glândulas de Meibómio
(glândulas palpebrais que segregam sebo). Não se
esqueça que o excesso de oleosidade pode formar uma espécie de rolha que
bloqueia essa saída;
- Repetição de quadros de calázio pode ser sinal de alerta para a possibilidade
de instalação de neoplasias. Procure um oftalmologista se houver recidivas;
- Mãos limpas são o melhor remédio para evitar a transmissão de vírus e bactérias.
Lave as mãos várias vezes ao dia e evite passar o dedo no local em que
apareceram o terçol ou o calázio.
http://drauziovarella.ig.com.br/arquivo/arquivo.asp?doe_id=109
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publicado por MJA
[30Jan08]
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