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³ A Saúde dos Olhos |
Cataratas - os olhos também envelhecem Por muito que não o queiramos, envelhecer faz parte de nós, está geneticamente programado. Os anos passam e o nosso organismo vai perdendo faculdades. E os olhos também envelhecem. Com o tempo, vamos perdendo «pormenores» de visão, capacidade de focagem, muitas vezes devido às cataratas. «A catarata é uma opacidade do cristalino. É este que permite a focagem das imagens na retina e simultaneamente focar diferentes distâncias, nas pessoas jovens. A partir dos 40 anos, esta capacidade diminui. É a denominada acomodação, que obriga a usar óculos de perto», explica o Dr. Elmano Vendrell, director do Serviço de Oftalmologia do Hospital dos Capuchos. Segundo este oftalmologista, as cataratas podem ter muitas causas, «mas geralmente são devidas a alterações metabólicas do organismo no sentido do envelhecimento normal do olho. É uma substância proteica que, sendo produzida em menor quantidade, conduz à perda da transparência. É isso que constitui a catarata». As deficiências alimentares também estão ligadas ao aparecimento deste problema. Insuficiências vitamínicas, alimentação desregrada e algumas doenças como a diabetes são factores externos desencadeadores das cataratas. «A consequência principal deste tipo de patologia é a diminuição da acuidade visual, que origina dificul-dades na leitura, na condução de um automóvel, em encarar a luz. Estas pessoas têm problemas de adaptação ao passar de um ambiente escuro para um mais luminosos e vice-versa», esclarece Elmano Vendrell. Cegueira curável Numa fase inicial, o tratamento passa por tentar compensar a alteração metabólica, introduzindo factores que vão favorecer o metabolismo do cristalino. É uma tentativa de retardar a evolução da catarata. «A minha experiência diz que existem determinadas vitaminas que retardam o seu aparecimento, mas é apenas uma questão de tempo», confessa. O único tratamento definitivo é a cirurgia, sendo talvez «a cirurgia mais espectacular em termos de resultados de toda a medicina, dada a possibilidade de recuperação da visão praticamente a valores normais após a operação». Este tipo de cirurgia está indicada sempre que a pessoa sinta uma diminuição das suas capacidades visuais, quer na sua profissão, quer no seu dia a dia. «Mas tudo depende da vontade do doente em ser ou não operado. Ainda deparamos com alguma resistência à cirurgia, mesmo em pessoas idosas com visão bastante reduzida. Há receio do acto operatório, como podendo ser doloroso, o que hoje em dia não sucede», afiança Elmano Vendrell. Dados concretos sobre o número de portugueses com esta patologia não existem, mas «sabe-se que é a mais frequente causa de cegueira, cegueira curável, entenda-se». «São muito frequentes entre os 60 e os 80 anos. Uma pessoa pode estar cega devido às cataratas durante anos e, na sequência da operação, recuperar a visão completamente. É a forma de cegueira mais facilmente recuperável, graças aos bons resultados da cirurgia», conclui o oftalmologista. A evolução da cirurgia A operação da catarata já se faz desde tempos imemoriais. Na época dos egípcios já a catarata era tratável. A técnica era, evidentemente, bastante rudimentar: «Introduzia-se uma agulha no olho e fazia-se a catarata descair do centro do olho para a parte posterior, libertando a parte central do olho, permitindo assim restabelecer a visão.» Esta era uma técnica que provocava complicações graves, embora pudesse não ser muito dolorosa, «sobretudo se o doente fosse colocado num estado de embriaguez, a única anestesia na altura. Com esta poder-se-iam obter resultados espectaculares», sublinha o oftalmologista. A técnica evoluiu ao longo dos séculos, até à cirurgia moderna da catarata, «que terá começado por volta de 1800 e desde então temos assistido a melhoria das técnicas, apresentando resultados cada vez melhores». Hoje em dia, a técnica mais utilizada não implica a remoção total da catarata, a parte exterior deixa-se ficar. «Na cápsula que permanece transparente, mesmo em fases avançadas da doença , é introduzida uma lente artificial, que permite uma visão quase tão boa como aquela que o doente tinha antes da catarata. Este é, sem dúvida, um grande passo, dado que anteriormente era necessário usar óculos com lentes grossas para se conseguir focar as imagens», acrescenta Elmano Vendrell. Actualmente, a lente que é colocada dentro do olho é invisível e adapta-se de uma maneira próxima às necessidades de cada indivíduo. «Há até a possibilidade de introduzir lentes com correcção para ver ao perto, usando lentes multifocais que permitem uma visão igualmente boa ao longe e ao perto», refere o oftalmologista. A responsabilidade editorial e científica desta informação é da JAS Farma, Comunicação.
Catarata O olho humano possui uma estrutura intra-ocular denominada cristalino. O cristalino está localizado atrás da íris, ele é incolor e quase completamente transparente, medindo cerca de 4 mm de espessura e 9 mm de diâmetro.
A EECC é uma técnica ainda muito utilizada, porém ela exige uma grande incisão para a retirada da catarata, havendo assim a necessidade de mais pontos cirúrgicos, levando a um retardo na recuperação da visão nítida; para a nitidez visual leva-se de 60 a 90 dias. Uma vez removida, a catarata não voltará. No entanto, com o decorrer do tempo, em alguns paciente pode haver uma opacificação daquela cápsula posterior que foi preservada para poder ser implantada a LIO. Nesses casos o problema é geralmente resolvido por meio de um rápido tratamento denominado Yag Laser, que é realizado no próprio consultório. http://www.drqueirozneto.com.br http://www.saudevidaonline.com.br/
A Catarata A catarata é uma região nebulosa na lente do olho. A catarata bloqueia ou destorce os raios de luz que entram nos olhos. Isto causa o brilho exagerado de fontes, como lâmpadas ou raios do sol. A visão torna-se gradualmente borrada, perdendo a nitidez, mesmo durante o dia. A catarata geralmente ocorre nos dois olhos, mas pode afetar apenas um deles. Se ocorrer em ambos, um deles pode ser mais prejudicado. Pois a doença se desenvolve a uma velocidade diferente em cada olho. No início, a visão pode ser melhorada através de trocas freqüentes de grau nas lentes dos óculos. Existem muitas causas para as cataratas:
Sinais e sintomas
Prevenção
Tratamento e cuidados Se a perda de visão causada pela catarata for leve, a cirurgia pode não ser necessária. Uma mudança de lentes nos óculos ou a utilização de lentes de aumento com a adopção de medidas para reduzir o brilho das luzes podem ser medidas terapêuticas suficientes.
http://www.lincx.com.br/lincx/orientacao/doencas/catarata.html
Catarata Congénita Sendo uma das principais causas de cegueira infantil no mundo de hoje, a catarata congénita merece atenção especial. Esta alteração do cristalino pode ser causada por doenças infecciosas, alterações genéticas e outras enfermidades. O diagnóstico acurado e precoce é a chave para evitar complicações irreversíveis. Nunca é demais enfatizar o papel do Pediatra, do Obstetra e do Neonatologista na triagem correcta dessa enfermidade. Introdução A Catarata é definida como qualquer perda de transparência do cristalino que diminua a acuidade visual. Dependendo do grau de opacificação, pode haver interferência na passagem de luz, por distorção ou redução na quantidade de raios luminosos que atingem a retina. A maioria das cataratas é invisível a olho nu até que se torne suficientemente densa para causar cegueira. No entanto, ao exame através da pupila dilatada usando uma lâmpada de fenda, qualquer catarata em estagio inicial pode ser diagnosticada. A principal forma de catarata está associada ao envelhecimento, por alterações fisiológicas em sua espessura e capacidade de acomodação. Mas essa doença também pode advir de alterações na formação do cristalino, estando presente desde o nascimento, sendo então classificada como Catarata congénita. Mundialmente, a catarata congénita tem uma incidência de 0,4% ou 1 caso para cada 250 neonatos. Pode-se dizer que é uma incidência relativamente alta se comparada ao retinoblastoma (o tumor maligno mais comum na infância) que acomete 1 a cada 18.000 nascidos vivos. Nos EUA, epidemiologistas estudaram a prevalência da catarata congénita, chegando a um resultado de 3,0 a 4,5 casos por 10.000 nascidos vivos. Chega-se à conclusão que a catarata congénita pode ser considerada a maior causa de cegueira na infância. No Brasil, esse tipo de catarata é uma das causas mais freqüentes de cegueira na infância, respondendo por uma incidência de 5,5 a 12%. Por ser uma causa comprovada de cegueira infantil e por requerer diagnóstico precoce e tratamento cirúrgico imediato, a catarata congénita merece a atenção dos profissionais de saúde. A catarata congénita ocorre por alterações na formação do cristalino. Essas alterações podem ter como causas: infecções intrauterinas, como rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus e sífilis; galactosemia; hereditariedade através de heranças autossômicas dominantes ou recessivas; secundárias a uveítes, uso de corticóides e trauma; erros inatos do metabolismo; síndromes genéticas; malformações oculares congénitas; hipoparatiroidismo ou idiopáticas. Estudos recentes apontam que pode ocorrer uma falha nas interações protéicas, o que levaria a uma diminuição da solubilidade protéica no cristalino com formação da catarata. Quadro Clínico E Diagnóstico O sintoma inicial da catarata congénita (assim como em qualquer tipo de catarata) é a perda progressiva da acuidade visual podendo chegar à cegueira total, por evolução na opacificação do cristalino. Entretanto os sintomas da criança podem ser um tanto mais complexos, caso o indivíduo com catarata não seja tratado precocemente. A principal alteração é a ambliopia, uma lesão irreversível decorrente da não-maturação sensorial das vias ópticas por falta de estímulo luminoso adequado. Outro sintoma que pode ocorrer pelo inadequado estímulo luminoso é o nistagmo. Para diagnóstico correto da catarata congénita é essencial que se faça uma historia de doença materna durante a gravidez (toxoplasmose, rubéola, sífilis e citomegalovirose), uso de drogas durante a gestação e historia familiar de catarata. Feito isso, inicia-se o exame da criança que deve consistir no mínimo de biomicroscopia. Outros exames oftalmológicos complementares que devem ser feitos são: oftalmoscopia directa e indireta para avaliação do disco óptico e de possíveis alterações retinianas; medida da pressão intraocular. Estes exames podem ser feitos com a criança sob narcose, caso seja necessário. Deve ser realizada também triagem sorológica para toxoplasmose e rubéola e ainda análise genética caso a hipótese de catarata congénita seja levantada pelo exame oftalmológico. O diagnóstico da catarata congénita é difícil e costuma passar desapercebido, pois o exame biomicroscópico (o único capaz de diagnosticar essa doença) raramente é realizado em neonatos. Ocasionalmente, a catarata pode se tornar visível para os pais da criança ou para o pediatra como um reflexo pupilar branco chamado de leucoria, mas apenas as cataratas completas são vistas dessa maneira. Outros sinais como o nistagmo, fotofobia ou desinteresse pela luz, estrabismo e diplopia, podem levantar a suspeita de alguma lesão ocular. É necessário, portanto, que haja algum tipo de conscientização dos pediatras, neonatologistas e até obstetras a respeito da gravidade desse problema e da necessidade da triagem correcta desses pacientes, visto que, na maioria das vezes, o diagnóstico da catarata congénita é feito, por acaso ou tarde demais. Tratamento O tratamento da catarata congénita deve ser o mais precoce possível e a abordagem irá depender de alguns fatores: da localização e intensidade da opacificação; do grau de deficiência visual ocasionado; de alterações oculares associadas e da idade da criança. O tratamento de cataratas parciais que dificultam pouco a visão do paciente pode ser realizado, algumas vezes, com colírios midriáticos, oclusão e óculos especiais para melhorar a acuidade visual. Nos casos de catarata total ou parcial com baixa acuidade visual, a cirurgia deve ser realizada o mais precocemente possível (no máximo, antes de 12 semanas de vida). O tratamento dentro do menor período possível evita a instalação de ambliopia irreversível com atrofia do corpo geniculado lateral. Estudos recentes mostram que o tratamento cirúrgico dos pacientes durante as primeiras duas semanas de vida, responde pelos melhores resultados a curto e longo prazo contribuindo para um baixo índice de complicações e melhor recuperação do paciente. A cirurgia de catarata congénita pode ser feita por meio das técnicas de facectomia extracapsular, facomulsificação ou lensectomia. Podem surgir complicações no pós-operatório como glaucoma ou opacidades secundárias ao trauma cirúrgico que devem ser prontamente tratadas. Com freqüência e relativa intensidade, ocorre inflamação intra-ocular no período pós-operatório nas crianças. A corticoterapia tópica ou até sistêmica deve ser instituída para controle da inflamação. Com a cirurgia, a capacidade de acomodação do cristalino (sua principal função) é perdida, obrigando a correção da visão de perto com lentes especiais. O implante de lentes intra-oculares (LIO) conjuntamente a uma vitrectomia anterior via pars plana é o procedimento preconizado em crianças maiores de dois anos, mas o emprego de LIO em recém-nascidos ainda é controverso, pois antes dos 8 anos o olho ainda não atingiu o seu tamanho definitivo. Como já dito, o tratamento precoce impede a instalação de alterações irreversíveis como ambliopia. No entanto, em alguns casos a acuidade visual obtida após a cirurgia é baixa, sendo necessária instituição de medidas de suporte e reabilitação, como estimulação visual precoce e uso de lupas ou lentes de aumento durante a fase escolar. Conclusão A catarata congénita é definida como a diminuição da acuidade visual por opacificação do cristalino decorrente de malformações. As causas dessas alterações na formação embriológica do cristalino variam de causas infecciosas (por exemplo, toxoplasmose e rubéola) a causas genéticas (por exemplo, heranças gênicas ou síndromes genéticas); erros inatos do metabolismo, ou causas idiopáticas. Os sintomas principais são a baixa da acuidade visual, podendo evoluir para cegueira. Tanto o pediatra quanto o obstetra e o neonatologista devem triar corretamente os recém-nascidos e suas mães para que o diagnóstico seja confirmado o mais precocemente possível. Com isso, um tratamento adequado deve ser instituído o mais rápido possível, evitando complicações irreversíveis como a ambliopia, por falta de maturação das vias ópticas. Finalmente, devemos salientar que as baixas visuais e a cegueira interferem na dinâmica familiar, psíquica, social e profissional do paciente acometido, devendo, suas causas, serem diagnosticadas e tratadas corretamente. http://www.drashirleydecampos.com.br/
Cataratas 1. as alterações do cristalino
3. mudam-se os tempos
in http://saude.sapo.pt/gkB9/580364.html
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